O FUTURO POR MEIO DE SINAIS E PRESSÁGIOS, UM ENGANO!

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A magia não raro é empregada para descobrir informações ocultas ou para divisar o futuro por meio de sinais e presságios. Isto é conhecido como adivinhação, e os babilônios destacavam-se nisso. Segundo o livro Magia, Supernaturalismo e Religião (em inglês), “eles eram mestres nas artes da presciência, predizendo o futuro à base do fígado e dos intestinos de animais abatidos, do fogo e da fumaça e do brilho de pedras preciosas; prediziam eventos à base do burburinho de fontes e do formato de plantas. . . . Sinais atmosféricos, chuva, nuvens, vento e relâmpagos eram interpretados como presságios; o estalo de móveis e painéis de madeira prediziam eventos futuros. . . . Moscas e outros insetos, bem como cachorros, eram portadores de mensagens ocultas”.


O livro bíblico de Ezequiel relata que numa certa campanha militar, “o rei de Babilônia parou na encruzilhada, na cabeceira dos dois caminhos, para recorrer à adivinhação. Sacudiu as flechas. Indagou por meio dos terafins; examinou o fígado”. (Ezequiel 21:21) Conjuradores, feiticeiros e sacerdotes-magos eram também uma constante na corte babilônica. — Daniel 2:1-3, 27, 28.

Os povos de outras nações, tanto orientais como ocidentais, também recorriam a muitas formas de adivinhação. Os gregos consultavam seus oráculos com relação a grandes eventos políticos bem como assuntos temporais pessoais, como casamento, viagens e filhos. O mais famoso desses era o oráculo de Delfos. As respostas, supostamente do deus Apolo, eram dadas através da sacerdotisa, ou Pítia, em sons ininteligíveis, sendo interpretados pelos sacerdotes como criando versos ambíguos. Um exemplo clássico foi a resposta dada a Creso, rei da Lídia, que dizia: “Se Creso cruzar o Hális, ele destruirá um poderoso império.” Aconteceu que o poderoso império destruído foi o dele mesmo. Creso foi derrotado por Ciro, o persa, quando cruzou o rio Hális para invadir a Capadócia.

No Ocidente, a arte da adivinhação atingiu o apogeu com os romanos, que se preocupavam com presságios e portentos em praticamente tudo o que faziam. Pessoas de todas as camadas sociais criam na astrologia, na feitiçaria, em talismãs, na leitura da sorte e em muitas outras formas de adivinhação. E, segundo um especialista em história romana, Edward Gibbon, “as várias modalidades de adoração que prevaleciam no mundo romano eram consideradas igualmente verdadeiras pelo povo”. O famoso estadista e orador Cícero era perito em procurar presságios no vôo das aves. O historiador romano Petrônio observou que, a julgar pela profusão de religiões e cultos em algumas cidades romanas, deve ter havido mais deuses do que pessoas nelas.

Na China, foram escavados mais de 100.000 pedaços de ossos e conchas de oráculo datados do segundo milênio AEC (dinastia Xang). Eram usados pelos sacerdotes xang na busca de orientação divina para tudo, das condições do tempo ao movimento de tropas. Os sacerdotes escreviam perguntas nesses ossos, numa escrita antiga. Daí, esquentavam os ossos, examinavam as rachaduras que surgiam e anotavam as respostas nos mesmos ossos. Alguns estudiosos crêem que desses antigos caracteres desenvolveu-se a escrita chinesa.

O mais bem-conhecido tratado chinês sobre adivinhação é o I Ching (Cânone de Mudanças), alegadamente escrito pelos dois primeiros imperadores Chou, Wen Wang e Chou Kung, no século 12 AEC. Ele contém detalhadas explicações sobre a interação das duas forças opostas, yin e yang, (escuro-claro, negativo-positivo, feminino-masculino, lua-sol, terra-céu, e assim por diante), que muitos chineses ainda crêem que sejam os princípios controladores por trás de todos os assuntos da vida. Apresenta o conceito de que tudo está sempre mudando e que nada é permanente. Para ter êxito em qualquer empreendimento, a pessoa tem de aperceber-se de todas as mudanças do momento e agir concordemente. Assim, as pessoas fazem perguntas, lançam sortes, e daí recorrem ao I Ching em busca de respostas. No decorrer dos séculos, o I Ching tem sido a base para todo tipo de leitura da sorte, geomancia e outras formas de adivinhação na China.

Arranjo: Jhero 
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