Mostrar mensagens com a etiqueta DEPRESSÃO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta DEPRESSÃO. Mostrar todas as mensagens

A depressão mental aflige milhões, você pode ser uma vitima!

depressãoOS SINTOMAS de início talvez não pareçam tão graves. A pessoa talvez sinta fadiga, espasmos estomacais ou dores no peito. Poderá notar que acorda bem cedo, sem nenhum motivo aparente; ou a dificuldade talvez seja a de conseguir dormir. 

É possível que a mudança de apetite tenha levado à perda de peso; ou quiçá o problema seja excesso de peso, devido ao súbito afã no comer.

Qual de nós já não sentiu alguns destes sintomas? Podem indicar várias enfermidades físicas simples. Mas, e se persistirem e um exame médico revelar que não temos nenhuma doença física? Em tal caso, é a enfermidade apenas imaginária? Não necessariamente.

A fadiga, as dores físicas e a mudança nos hábitos de alimentação ou de sono podem constituir o que os médicos chamam de “máscara somática da depressão”. 

O que é depressão? 

Por que aflige as pessoas?

As Marcas Identificadoras da Depressão

Todo mundo se sente ‘abatido’ vez por outra. Isto não deve provocar alarme, pois dias ruins desse tipo não são o que os médicos têm presente quando falam da depressão. Numa entrevista registrada em U. S. News World Report, destacado psiquiatra, o Dr. Bertram S. Brown, explicou o significado do termo:

 “Clinicamente, queremos dizer algo mais sério quando falamos de depressão. No estágio intermediário, as vítimas sentem falta de energia e interesse pela vida, que perdura alguns dias ou algumas semanas, e influi em suas funções vitais.”

A pessoa deprimida tem dificuldade de realizar até mesmo as tarefas mais rotineiras, tais como vestir-se, escovar os dentes, preparar o desjejum e fazer decisões rotineiras. 

“O terceiro nível, em que ninguém pode mais duvidar que está lidando com a depressão”, continua o Dr. Brown, “é quando alguém se senta literalmente num canto — quase paralisado — mirando o espaço”.

E, usualmente, a depressão apresenta outro sintoma caraterístico. Comentando as descobertas do Dr. Aaron Beck, um artigo da Times Magazine de Nova Iorque declarou:

“Beck deveras verificou, como relata em seu livro: ‘Depressão: Causas e Tratamento’, que os sonhos [das pessoas deprimidas] repetiam, noite após noite, os temas constantes de inferioridade, falta de atrativos, privação, incompetência. . . . Beck notou que estas fantasias noturnas, sombrias, eram acompanhadas de um modo igualmente negativo de pensar durante o dia. 

Por exemplo, uma mulher deprimida cuja amiga se atrasou para um compromisso ficou convicta de que a amiga não se importava mais com ela, que ninguém gostava dela, e que, com efeito, era impossível alguém gostar dela.

“Beck postulou que quase todas as idéias dos pacientes deprimidos são governadas pelo que ele chama de ‘a tríade cognitiva da depressão’  — conceitos negativos sobre o mundo, eles mesmos, e o futuro. Verificou que as pessoas propensas à depressão exageravam os pequenos obstáculos, transformando-os em barreiras intransponíveis, consideravam-se tolas ou inapelavelmente incompetentes, e viam o futuro como estando apenas cheio de mais fracassos dolorosos.”

Os médicos amiúde se referem à depressão como “aguda” ou “crônica”. A depressão aguda emana de alguma causa externa, tal como a morte dum ente querido, o divórcio ou alguma outra grande perda. Dependendo da seriedade da causa, a depressão aguda poderá durar semanas ou até meses; mas então desaparece. 

Por outro lado, nos casos crônicos, os efeitos danosos da depressão persistem mês após mês.

Outro tipo de sofredor é o “maníaco-depressivo”. Tal pessoa oscila entre o estado “maníaco” (de manikos, “louco” em grego) e o de depressão. 

No estado maníaco, a pessoa se torna superativa, impulsiva, amiúde desordenada ao falar e pensar. Daí, segue-se um período “normal”, após o qual ela mergulha na depressão. 

Alguns permanecem no estado maníaco na maior parte do tempo, com apenas breves períodos de abatimento. 

No caso de outros, dá-se justamente o oposto, eles permanecendo deprimidos na — maior parte do tempo. E há aqueles que, na maior parte, permanecem equilibrados, exceto por breves altos e baixos.

“O Resfriado Comum dos Distúrbios Mentais”

Quão ampla é a depressão grave? Segundo o Dr. Nathan S. Kline, do Departamento de Higiene Mental do Estado de Nova Iorque, “calcula-se que 15 por cento da população adulta dos Estados Unidos possuam algum grau de depressão que é bastante grave para necessitar tratamento. Isto equivale a cerca de 20 milhões de pessoas, o que a torna, não só o mais freqüente distúrbio psicológico, mas também um dos mais comuns de todos os quadros clínicos graves.” 

A depressão é tão ampla que tem sido chamada de “o resfriado comum dos distúrbios mentais”.

Certos estudos relatam que as mulheres ultrapassam os homens, em sofrer depressão, na proporção de 2 a 1, embora alguns afirmem que isto se dá porque as mulheres estão mais dispostas a admitir que estão deprimidas. 

A depressão aflige a todas as raças e todo nível social e econômico. Ao passo que a enfermidade é mais comum entre as idades de sessenta e setenta anos, assola todas as faixas etárias e tem aumentado entre as pessoas na casa dos vinte anos.

Por que tantos milhões de pessoas sofrem depressão?

Um Fator É a Sociedade Humana

Fizeram-se muitos estudos para descobrir as causas básicas da depressão mental. 

As falhas da sociedade humana constituem uma das principais fontes do problema.

Ilustrando um aspecto disto, há os comentários do Dr. John Schwab, da Faculdade de Medicina da Universidade da Flórida: 

“Estamos agora mesmo numa era de mudanças. Os valores antigos, tais como a velha ética de trabalho, estão sendo rejeitados, e as pessoas estão sendo apanhadas num vácuo ideológico. Os garotos vêem que os frutos de quatrocentos anos de progresso científico talvez sejam mais amargos do que doces — mas eles não sabem o que colocar em seu lugar, e, por conseguinte, há um senso de futilidade.” 

Por causa disso, muitos jovens desiludidos procuram a “fuga” através dos tóxicos e outros meios. “A busca de emoções entre os jovens”, observa o Dr. Schwab, “amiúde é apenas uma fuga do desânimo”.

Também a “supermobilidade” contribui para o aumento da depressão. As famílias que continuam mudando-se do seu lugar de residência, pulando de uma casa para outra e de uma cidade para outra, não ficam por tempo suficiente em nenhum lugar para criar sólidas relações com outras pessoas. Um psiquiatra Centro de Saúde Mental de Massachusetts, EUA, escreveu: 

“Os psiquiatras por volta de Boston já há algum tempo do estão cônscios do que é chamado de ‘a síndrome da Rota 128, ou, na Flórida, da síndrome do Cabo Kennedy’. É encontrada nas famílias jovens que se mudaram demais, e seus componentes são um marido concentrado demais em sua carreira, uma esposa deprimida e filhos atribulados.”

Às vezes surge a depressão quando a pessoa atinge um “planalto” em sua vida, depois de muitos anos de meticuloso labor. Um ambicioso executivo talvez alcance por fim a posição mais alta em sua firma, apenas para se dar conta de que não mais possui um alvo na vida. 

As donas-de-casa de seus quarenta e cinqüenta anos amiúde sofrem o que os psiquiatras chamam de “síndrome do ninho vazio”. Por volta desse tempo, seus filhos usualmente já cresceram, seus maridos estão trabalhando na maior parte do dia e elas têm de enfrentar horas solitárias em casas vazias.

Que dizer dos sentimentos de inferioridade que amiúde acompanham a depressão? Nisso, também, a responsabilidade cabe à sociedade humana. Como assim? Porque é amiúde em tenra idade que se faz com que as crianças se sintam sem atrativos. Seus colegas talvez zombem delas, se não conseguem fazer o que a maioria reputa estar “na moda”. Se um jovem tende a ser desajeitado e descoordenado, os colegas de escola e de folguedos podem influenciar tal criança a crer que “não consegue fazer nada direito”. 

As crianças desse tipo amiúde combinam a generalização: “Eu sou fraca”, com a avaliação subjetiva: “É repugnante ser fraco.” Tais jovens são prováveis candidatos à depressão.

Fatores Biológicos

Nos anos recentes, considerável pesquisa tem sido feita para mostrar que, em muitos casos, a depressão pode ser devida à atividade química deficiente do cérebro. Por todo o cérebro acham-se espalhadas “aminas biogênicas”. Estes compostos químicos se concentram especialmente no “sistema límbico”, parte do cérebro que tem muito que ver com as emoções. 

Os cientistas relacionaram três destas aminas — dopamina, norepinefrina e serotonina — com a transmissão de impulsos de uma célula cerebral para a outra.

É interessante que as experiências tanto com animais como com humanos demonstram que a depressão resulta de se tomar drogas que reduzem o nível das aminas. Por outro lado, animais de laboratório mostraram notável alerteza quando seu nível de aminas foi aumentado. Observa a Times Magazine de Nova Iorque:
“Uma equipe internacional de pesquisas, de cientistas ingleses e norte-americanos, em 1968, acrescentou nova evidência circunstancial em apoio da teoria das aminas, ao descobrir que os cérebros dos pacientes que haviam cometido suicídio pareciam mostrar alguma evidência de níveis reduzidos de aminas. E um estudo recente de pacientes maníaco-depressivos deu-lhe ainda maior apoio: A urina dos pacientes maníaco-depressivos, durante seu período maníaco, mostrava aumentada excreção de norepinefrina, e, o exato oposto, depois de terem passado para a fase normal ou fase depressiva.”
Fonte: Estudo e pesquisa
A - OADM originais aprendizes 150x150 transp
Continue lendo...

SUICÍDIO - A EPIDEMIA IGNORADA, ATE QUE ACONTEÇA COM UM CONHECIDO OU PARENTE!

OADM 01
O que as estatísticas revelam

Muito se escreveu em anos recentes sobre o número crescente de suicídios entre os jovens. E com razão, pois será que existe tragédia maior do que a morte desnecessária de um jovem promissor e cheio de vida? Mas as manchetes ignoram que o índice de suicídios na maioria dos países vai aumentando com a idade. Isso acontece quer o índice geral de suicídios no país seja alto quer não, como mostra o quadro abaixo. Uma olhada nessas estatísticas também mostra o alcance global dessa epidemia ignorada.

Em 1996, os Centros de Controle de Doenças, dos EUA, relataram que o número de suicídios entre norte-americanos de 65 anos ou mais havia aumentado 36% desde 1980. Parte desse aumento — mas não todo ele — se deve ao maior número de norte-americanos idosos. Em 1996, o índice real de suicídios entre pessoas de 65 anos ou mais também aumentou (9%) pela primeira vez em 40 anos. Entre as mortes causadas por ferimentos, somente as quedas e os acidentes de carro matam mais idosos nos Estados Unidos. Na verdade, mesmo essas cifras assustadoras talvez sejam muito baixas. “Suspeita-se que o número de suicídios seja muito maior do que o que aparece nas estatísticas baseadas nos atestados de óbito”, observa o livro A Handbook for the Study of Suicide (Manual para o Estudo do Suicídio). Ele acrescenta que, segundo alguns cálculos, a cifra real talvez seja duas vezes maior do que o que consta nas estatísticas.
Qual é o resultado disso? Nos Estados Unidos, como em muitos outros países, ocorre uma epidemia ignorada de suicídio de idosos. O Dr. Herbert Hendin, especialista no assunto, observa: “Apesar de o índice de suicídios nos Estados Unidos aumentar constante e acentuadamente com a idade, o suicídio de idosos recebe pouca atenção da opinião pública.” Por quê? Segundo ele, parte do problema reside no fato de o índice de suicídios entre idosos sempre ter sido alto. Assim, “não causou a mesma agitação súbita que o drástico aumento dos suicídios juvenis”.
Eficiência terrível
Embora essas estatísticas sejam chocantes, a simples análise desses números impessoais não nos diz o que é a solidão de uma vida sem o cônjuge amado, a frustração da perda da independência, o desespero causado por uma doença prolongada ou terminal, o vazio da depressão crônica. A triste verdade é que, ao passo que jovens talvez tentem se suicidar como reação precipitada a problemas temporários, os mais velhos geralmente enfrentam problemas que parecem permanentes e insolúveis. Em resultado disso, suas tentativas de suicídio costumam ser mais decididas do que as dos jovens — e terrivelmente eficientes.
“Além de o suicídio ser bem mais comum entre os idosos, o próprio ato suicida reflete diferenças importantes entre idosos e jovens”, diz o Dr. Hendin, no seu livro Suicide in America (Suicídio nos Estados Unidos). “Em especial, a proporção de tentativas de suicídios para os suicídios que realmente se consumam é nitidamente diferente entre os idosos. Entre a população em geral, a proporção é, calculadamente, de 10 tentativas de suicídio para 1 suicídio consumado; entre os jovens (15-24 anos) é, calculadamente, de 100 para 1; e entre pessoas com mais de 55 anos é, calculadamente, de 1 para 1.”
Essas estatísticas dão o que pensar. Como é deprimente envelhecer, perder a força física e sofrer dor e doenças! Não admira que tantos cometam suicídio. Mas existem fortes razões para se amar a vida, mesmo em circunstâncias difíceis.
Por que muitos desistem da vida
“Cada pessoa que se suicida tem seus próprios motivos: muito particulares, profundos e extremamente dolorosos.” Kay Redfield Jamison, psiquiatra.
“V IVER é sofrer”, escreveu Ryunosuke Akutagawa, escritor popular japonês no início do século 20, pouco antes de se suicidar. Mas ele prefaciou a declaração com as palavras: “É claro que não quero morrer, contudo . . . ”
Assim como Akutagawa, muitos suicidas na verdade não desejam morrer, porém “se ver livres da situação que os faz sofrer”, disse um professor de psicologia. Com muita freqüência, o teor de bilhetes e cartas de despedida sugere isso. Frases como ‘Eu não agüentava mais’ ou ‘Perdi toda a razão de viver’ revelam um profundo desejo de fugir das duras realidades da vida. Mas, nas palavras de certo especialista, tirar a própria vida é como “tratar um resfriado com uma bomba nuclear”.
Embora as razões que levam uma pessoa a se suicidar variem, existem certas circunstâncias na vida que podem contribuir para a tragédia.
Fatores circunstanciais
Não é raro acontecer de jovens caírem no desespero e se suicidarem por motivos que parecem irrelevantes aos olhos de outros. Quando se sentem feridos e não podem fazer nada a respeito, os jovens podem encarar a própria morte como forma de vingança. Hiroshi Inamura, especialista em tratar de pessoas com tendências suicidas no Japão, escreveu: “Esses jovens encaram a morte como uma maneira de punir as pessoas que as fizeram sofrer.”
Recente estudo na Grã-Bretanha indicou que quando uma criança é sujeita a graves maus-tratos e humilhação por valentões na escola, a probabilidade de ela tentar o suicídio é quase sete vezes maior. A dor emocional que essas crianças sentem não deve ser subestimada. Um menino de 13 anos que se enforcou deixou um bilhete onde apontava o nome de cinco elementos que o haviam atormentado e às vezes até levavam seu dinheiro. “Por favor, salvem outras crianças”, escreveu.
Outros motivos que levam à tentativa de suicídio incluem problemas na escola, infrações da lei, desilusão amorosa, notas baixas, estresse relacionado com exames escolares ou ansiedades com respeito ao futuro. Entre adolescentes brilhantes, que tendem a ser perfeccionistas, um fracasso — real ou imaginário — pode levar a uma tentativa de suicídio.
No caso de adultos, os fatores circunstanciais parecem estar ligados a problemas financeiros ou do trabalho. No Japão, após anos de recessão econômica, o índice de suicídios recentemente ultrapassou 30.000 por ano. Segundo o jornal Mainichi Daily News, quase três quartos dos homens de meia-idade que se mataram fizeram isso “devido a problemas relacionados com dívidas, falência, pobreza e desemprego”. Problemas familiares também podem levar ao suicídio. Um jornal finlandês declarou: “Homens de meia-idade, recém-divorciados”, constituem um dos grupos de alto risco. Segundo certa pesquisa na Hungria, a maioria das meninas com sentimentos suicidas haviam sido criadas em famílias de pais separados.
A aposentadoria e as doenças, principalmente entre os idosos, também são fatores relevantes. Muitas vezes o paciente opta pelo suicídio como uma saída, não necessariamente quando a doença é terminal, mas quando considera o sofrimento intolerável.
Mas nem todos reagem a essas circunstâncias tirando a própria vida. Muito pelo contrário, a maioria dos que se confrontam com tais situações estressantes não recorre ao suicídio. Então por que alguns consideram o suicídio como a solução ao passo que a maioria não o faz?
Fatores subjacentes
“A decisão de acabar com a própria vida depende muito da maneira de a pessoa encarar a situação”, diz Kay Redfield Jamison, professora de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins. “A maioria das pessoas que tem uma mentalidade saudável não considera nenhum acontecimento tão devastador que justifique o suicídio.” Eve K. Mościcki, do Instituto Nacional de Saúde Mental, dos EUA, diz que muitos fatores — alguns dos quais subjacentes — contribuem para um comportamento suicida. Esses fatores subjacentes incluem distúrbios mentais, vícios, constituição genética e disfunções químicas no cérebro. Consideremos alguns deles.
Entre os fatores acima citados, os mais freqüentes são distúrbios mentais e de vício, como depressão, distúrbio bipolar do humor, esquizofrenia e uso abusivo de bebidas alcoólicas ou drogas. Estudos na Europa e nos Estados Unidos indicam que mais de 90% dos suicídios consumados estão ligados a esses distúrbios. De fato, pesquisadores suecos descobriram que entre homens que não apresentavam nenhum distúrbio desse tipo, o índice de suicídios era de 8,3 para cada grupo de 100.000 pessoas, ao passo que entre os deprimidos essa proporção era de 650 para cada 100.000! E os especialistas dizem que os fatores que levam ao suicídio são similares em países orientais. Ainda assim, mesmo que haja a combinação da depressão com outros fatores de ordem externa, o suicídio pode ser evitado.
A Dra. Jamison, ela mesma sobrevivente de uma tentativa de suicídio, diz: “Parece que as pessoas conseguem suportar ou tolerar a depressão contanto que acreditem que as coisas vão melhorar.” Mas ela constatou que assim como o desespero cumulativo se torna insuportável, a capacidade psicológica de restringir impulsos suicidas enfraquece aos poucos. Ela compara a situação ao desgaste sofrido pelas lonas de freio de um carro, sob constante estresse.
É muito importante reconhecer essa tendência, porque a depressão pode ser tratada. É possível combater os sentimentos de desesperança. Quando os fatores subjacentes são tratados, muitas vezes as pessoas reagem de forma diferente à angústia ou ao estresse que com freqüência levam ao suicídio.
Há os que são da opinião de que a genética pode constituir um fator subjacente em muitos casos. Sem dúvida os genes são importantes em determinar o temperamento, e estudos revelam que certas linhagens familiares apresentam mais casos de suicídio do que outras. No entanto, “a predisposição genética ao suicídio de forma alguma implica que o suicídio seja inevitável”, diz Jamison.
A química cerebral também pode constituir um fator subjacente. No cérebro, bilhões de neurônios se comunicam por pulsos eletroquímicos. Nas ramificações dos neurônios, há pequenos espaços chamados sinapses por onde os neurotransmissores passam informações quimicamente. É possível que o nível de certo neurotransmissor, a serotonina, esteja envolvido na vulnerabilidade biológica da pessoa ao suicídio. O livro Inside the Brain (Dentro do Cérebro) explica: “O baixo nível de serotonina . . . pode fazer com que a pessoa perca a alegria e o interesse pela vida, aumentando o risco de depressão e suicídio.”
Mas o fato é que ninguém está predestinado a cometer suicídio. Milhões de pessoas convivem com a angústia e o estresse. O fator determinante é a forma de a mente e o coração reagirem às pressões. É preciso lidar não apenas com as causas circunstanciais imediatas, mas também com os fatores subjacentes.
Assim, o que se pode fazer para criar um ponto de vista mais otimista que faça a pessoa recuperar certa medida de gosto pela vida?
Arranjo: Jefferson
Continue lendo...

DICAS PARA ACABAR COM A DEPRESSÃO

Depressão

Alcançar a cura da depressão pode não ser a tarefa mais fácil do mundo, mas está bem longe de ser impossível. Com a dose certa de motivação e força de vontade, o caminho que parece longo e totalmente fora de alcance começa a se construir aos poucos na sua frente. É como dizem: comece fazendo o necessário, depois o que é possível e, quando você menos esperar, estará fazendo o que antes considerava impraticável.

E o primeiro passo é saber que você não está sozinho.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 350 milhões de pessoas do mundo todo sofrem, em algum grau, de depressão. O transtorno mental, que é mais comum do que podemos imaginar, é caracterizado por tristeza, perda de interesse em toda e qualquer atividade, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima. Distúrbios do sono e no apetite também são bastante comuns. Ou seja: todas as áreas da vida são afetadas.



O pior de tudo isso é que parentes, amigos e outras pessoas próximas não compreendem totalmente a gravidade e profundidade dessa situação, e acabam sendo negligentes nos cuidados e atenção – o que pode até contribuir para piorar o quadro de depressão.

O vídeo abaixo vai ajudar a entender melhor qual é a realidade de uma pessoa com depressão:

Também segundo a OMS, a depressão pode ser longa duração ou recorrente. Mas qualquer que seja o caso, iniciar um tratamento é absolutamente necessário. E quanto mais cedo começar, melhores serão os resultados.

O interessante desse caso é ressaltar que o paciente é protagonista no processo de recuperação. Porque, paracurar depressão, é preciso – acima de tudo – querer. Você tem todos os sintomas de que já falamos e se sente sem forças para lutar contra todos eles? A depressão também tem isso: ela faz com que você se sinta impotente. Mas você não é.

O que cura depressão

Há algumas (muitas) coisas que uma pessoa pode fazer por si mesma e dar passos largos na grande caminhada que é a cura de uma depressão. Por exemplo:

1. Estabeleça uma rotina

Se você está deprimido, precisa de uma rotina. É o que diz Ian Cook, psiquiatra e diretor do Programa de Pesquisa e Clínica de Depressão da UCLA (Universidade da Califórnia – EUA). A depressão pode fazer a estrutura da sua vida desmoronar, fazendo um dia se fundir com o outro e deixando você totalmente sem rumo. Definir uma agenda diária, com horários e atividades, pode ajudar a colocar as coisas de volta nos trilhos.

2. Pratique exercícios físicos regularmente

Nós já falamos aqui sobre várias situações em que um mínimo de exercícios físicos pode fazer uma grande diferença. Desde ter resultados mais satisfatórios em uma determinada prova à dormir melhor e entrar em forma. E esse é mais um contexto onde esse hábito só tem a colaborar com você.

A prática regular de exercícios aumenta a quantidade de endorfinas no corpo, que são responsáveis por uma sensação de bem-estar reconfortante. Também segundo Ian Cook, a longo prazo, a prática de exercícios físicos regulares parece encorajar o cérebro a se religar de maneira positiva. E não é preciso correr maratonas inteiras para se beneficiar com tudo isso. Caminhadas algumas vezes por semana já são suficientes!
3. Tenha uma alimentação saudável
Não há uma dieta milagrosa para curar depressão, mas ficar de olho no que você come pode ser uma boa ideia. Se a depressão tende a fazer você comer demais, ficar no controle da sua alimentação vai fazer você se sentir melhor e mais confiante automaticamente. Segundo o psiquiátrica americano Cook, há evidências de que alimentos com ômega-3, ácidos graxos – como salmão e atum – e ácido fólico – como espinafre e abacate – podem ajudar a aliviar a depressão.

4. Assuma responsabilidades

Quando você está deprimido, a única coisa que você sente vontade de fazer é se afastar da sua própria vida e abandonar todas as suas responsabilidades – tanto em casa quanto no trabalho. Se esforce para que isso não aconteça. Ficar envolvido com algum projeto e ter responsabilidades diárias ajudam, e muito, pois contribuem para um sentimento insubstituível de autorrealização. Se você não consegue trabalhar o dia inteiro, pense em meio período. Se essa ideia também parece intolerável, considere um trabalho voluntário.

5. Desafie pensamentos negativos

O trabalho mental é uma parte significativa e fundamental na luta contra a depressão. Por isso é preciso mudar o jeito que você pensa. Porque quando se está deprimido, seus pensamentos sempre são os piores possíveis, em relação a tudo. E isso é como um bola de neve. Você começa a se sentir péssimo em relação a você mesmo e a tudo que está a sua volta. Por isso, uma boa ideia é usar a lógica como tratamento natural para curar depressão. Você pode se sentir como se ninguém gostasse de você, mas existe alguma evidência real para achar isso? É preciso prática para pensar assim, mas com o tempo se torna algo natural, e você começa a domar pensamentos negativos antes que eles saiam de controle.

Teste de depressão


teste de depressaoO resultado deste teste de depressão rápido poderá ajudá-lo a determinar se você necessita procurar um profissional de saúde mental para diagnóstico e tratamento para depressão e poderá ajudá-lo a monitorar a sua depressão regularmente.

Responda as perguntas do que esteve sentindo DURANTE A ÚLTIMA SEMANA com honestidade para um melhor resultado.

FAÇA O TESTE AQUI
Continue lendo...

Depressão: 5 mitos em que muita gente acredita

Depressão 5 mitos em que muita gente acredita
A depressão sempre é motivo de muito debate. Especialmente agora, com a morte do grande ator Robin Williams, que aparentemente cometeu suicídio, o debate mundial a respeito dessa doença e seus sintomas ficou ainda mais em evidência. O eterno Patch Adams sofria com uma depressão profunda, e as especulações são de que ele tenha colocado um fim na própria vida justamente por conta da doença.
-
Mundialmente, segundo um estudo epidemiológico publicado na revista especializada BMC Medicine, 121 milhões de pessoas estão deprimidas. Esse número é quase quatro vezes maior do que o de portadores de HIV (33 milhões). Já o Brasil lidera, entre os países em desenvolvimento, o ranking de prevalência da depressão: 18% da população que participou da pesquisa do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo estava deprimida há pelo menos um ano.
-
É comum que aqueles que poderiam se beneficiar com um tratamento acabem não tendo acesso a ele, seja por falta de informação ou até por interpretar os sintomas de maneira errada. Que uma coisa fique bem clara desde já: depressão não é frescura!
Abaixo listamos cinco dos mitos mais comuns sobre a condição, para esclarecer de uma vez por todas quão grave é esse diagnóstico:

Mito 1: Depressão é sinônimo de tristeza

Muitos conhecidos do ator Robin Williams que foram entrevistados desde a sua morte falaram que eles nunca o viram infeliz, ainda que ele sofria de depressão profunda. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, muitas das pessoas que sofrem de depressão sentem sim uma tristeza esmagadora, mas, em contrapartida, muitos outros não sentem qualquer emoção específica. A melhor descrição seria uma sensação de vazio e apatia. E uma vez que a ansiedade muitas vezes acompanha a depressão, muitos sentem um constante estado de tensão que persiste por nenhuma razão aparente.

Mito 2: A depressão é um sinal de fraqueza mental

Parte do estigma que envolve a depressão é que os outros vão encarar essa doença como um sinal de fraqueza. No entanto, nós não temos o costume de acusar ninguém que sofra de uma doença cardíaca, ou tenha câncer, por exemplo, que são doenças que afetam uma ampla gama de pessoas. A depressão também é uma doença e, mais especificamente falando, é um transtorno médico absolutamente complexo que tem dimensões biológicas, psicológicas e sociais. Dessa forma, as pessoas “fortes” também podem sofrer de depressão grave, e as consequências de não tratá-la são tão reais e trágicas como em qualquer outro caso de doença grave. Uma condição que afeta a química do cérebro e do sistema nervoso não é menos devastadora do que uma que afeta qualquer outra parte do corpo.

Mito 3: A depressão é sempre situacional

Embora a depressão muitas vezes apareça por conta de um fato pontual, como perda de um ente querido, divórcio, estresse no trabalho, etc, ela não precisa desse tipo de faísca para começar. A depressão normalmente é diagnosticada quando alguém sofre de episódios prolongados (de pelo menos duas semanas) de desesperança, vazio e letargia que não têm nenhuma causa aparente. Esses períodos podem se manifestar inexplicavelmente, mesmo quando os eventos da vida parecem geralmente positivos. Esta, inclusive, é outra razão de porque depressão e tristeza não são sinônimos.

Mito 4: Sintomas de depressão são todos mentais

Embora seja verdade que muitos sintomas de depressão são coisas que normalmente associamos com a “cabeça” (emoção, tensão, etc), a condição se manifesta com frequência em todo o corpo. Sintomas depressivos comuns incluem indigestão, dificuldade em respirar, aperto no peito e fadiga geral. Alguns pacientes também se queixam de dores musculares persistentes.

Mito 5: Se você é diagnosticado com depressão, você usará antidepressivos o resto de sua vida

A forte presença de comerciais de antidepressivos e insistência da mídia nesse assunto tem tido uma repercussão negativa. Muitas pessoas têm medo de serem colocadas em um antidepressivo, mesmo que possam se beneficiar de seus efeitos, porque acham que o medicamento pode viciar e gerar uma dependência.
A realidade é que nem todo mundo se beneficia com antidepressivos. Segundo algumas estimativas, cerca de 40% das pessoas que recebem prescrição para ingerir o medicamento não experimentam nenhum benefício. Afinal, cada um é cada um. Algumas pessoas reagem melhor a formas de psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental, ou uma combinação de medicação e terapia. Mesmo alguém que obtém bons resultados a partir de um antidepressivo pode, com supervisão médica, eventualmente, reduzir essa medicação. Por isso é importante o acompanhamento médico. Só um profissional irá saber o que receitar e qual o melhor tratamento para cada caso.
Continue lendo...

O Facebook, a inveja e a depressão

O Facebook, a inveja e a depressão
Navegar no Facebook se tornou uma atividade diária de centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo. Com tantos se envolvendo com o site diariamente, os pesquisadores estão interessados em descobrir quão envolvidos emocionalmente os usuários do Facebook podem estar com a rede social e como o uso regular pode afetar sua saúde mental.
-
Estudantes de jornalismo da Universidade de Missouri, nos EUA, fizeram um levantamento com mais de 700 estudantes universitários e descobriram que o uso do Facebook pode levar a sintomas de depressão na medida em que a rede social desencadeia sentimentos de inveja entre seus usuários. Margaret Duffy, professora e presidente da comunicação estratégica na Escola de Jornalismo da MU, diz que a forma como os usuários do Facebook usam o site faz a diferença em como eles respondem a isso.
“O Facebook pode ser uma atividade divertida e saudável, se os usuários aproveitam o site para ficarem conectados com a família e com velhos amigos e partilhar aspectos interessantes e importantes de suas vidas”, diz Duffy. “No entanto, se o Facebook é usado para ver o quão bem financeiramente um conhecido está ou quão feliz um velho amigo está em seu relacionamento – coisas que causam inveja entre os usuários – o uso do site pode levar a sentimentos de depressão”, alerta.
Para seu estudo, Duffy e Edson Tandoc, professor assistente na Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura, entrevistaram jovens usuários do Facebook e descobriram que os que se dedicam a usar o Facebook para “vigiar” a vida alheia também experimentam sintomas de depressão, enquanto aqueles que usam o site simplesmente para se manterem conectados não sofrem efeitos negativos.
“Descobrimos que se os usuários do Facebook sentem inveja das atividades e estilos de vida de seus amigos na rede social, eles são muito mais propensos a relatar sentimentos de depressão. É importante que os usuários do Facebook estejam cientes desses riscos para que possam evitar esse tipo de comportamento”, diz Duffy.
“Uma alfabetização de mídia social é importante”, sugere Tandoc. “Com base em nosso estudo, bem como em outros já feitos, usar o Facebook pode exercer efeitos positivos sobre o bem-estar. Mas quando se desencadeia a inveja entre os usuários, isso é uma história diferente. Os usuários devem estar conscientes de que uma apresentação autopositiva é uma motivação importante no uso de mídias sociais, por isso, é de se esperar que muitos usuários postem somente coisas positivas sobre si mesmos. Essa consciência, eu espero, pode diminuir os sentimentos de inveja”.


Continue lendo...

O RELATO DE UMA DEPRESSÃO: TERRÍVEL AFLIÇÃO

RELATO DE UMA DEPRESSÃO

O pior de uma depressão e a falta de compressão dos amigos e parentes, ajude um depressivo pois você pode ser a próxima vitima deste mau terrível!


MARCADOR:
Continue lendo...

Depressão: 11 sinais de que esse mal (Depressão) está dominando você

Sintomas de depressão 11 sinais de que esse mal está dominando você
De uma maneira geral, os sintomas de depressão se confundem bastante com sintomas de outras doenças. E saber qual a diferença entre um quadro de tristeza, por exemplo, e um caso real de depressão não é a tarefa mais simples do mundo. “Tristeza é uma emoção, enquanto depressão é uma doença”, explica o psiquiatra Ken Robbins, da Universidade de Wisconsin-Madison – nos Estados Unidos.
E verdadeira depressão difere da tristeza em dois pontos-chave:

Sintomas de depressão

A. Severidade

Os sintomas da depressão são severos o suficiente para dominar sua vida e interferir profundamente em sua rotina diária. É como se você estivesse atolado em um mar de areia movediça e, não importa quanta força faça, apenas não consegue sair dali.

B. Duração

A tristeza com certeza faz parte da lista de sintomas de depressão. Mas, quando é “só” tristeza, o sentimento acaba passando em alguns dias e a vida volta a ser como era antes – o que não acontece em uma caso de depressão, quando a pessoa fica triste o tempo todo e por mais de duas semanas.
E, ao contrário do que muitos pensam, os sintomas de depressão vão muito além da tristeza. A seguir, vamos apresentar 11 sintomas de depressão que são os mais comuns. Mas, antes de falar mais sobre cada um deles, vale um alerta: é possível que uma pessoa deprimida não tenha os 11 sintomas de uma só vez, e a intensidade de cada um deles pode variar. O importante, e fundamental, é verificar se vários desses sintomas estão presentes por mais de duas semanas em você, ou em alguém que você conheça. Nesse caso, talvez seja hora de procurar ajuda médica especializada.
Vamos aos sintomas:

11. Baixo astral generalizado

Quando o baixo astral domina todos os seus momentos, talvez seja hora de ficar em estado de alerta. Perda de interesse na vida, incapacidade de sentir ou expressar felicidade ou outras emoções também fazem parte do pacote. Como dissemos, é normal se sentir assim quando alguma coisa que não gostaríamos acontece com a gente. Como ser demitido, ou terminar um relacionamento, por exemplo. Mas, o normal é que essa melancolia seja passageira. Quando ela insiste em ficar e anula todas as possibilidades de sorrir e sentir qualquer tipo de alegria, ela não se torna apenas um sintoma, mas também uma das evidências mais fortes de que se trata de um quadro real de depressão.
Se você está em dúvida sobre estar ou não nessa situação, pergunte a você mesmo: “quando foi a última vez que eu fiquei feliz?”.

10. Sentimento constante de desesperança, inutilidade ou desamparo

Quando uma pessoa está com depressão, ela não consegue deixar de sentir que está tudo errado e a culpa de todos os problemas do mundo é dela. A pessoa parece incapaz de ver qualquer lado positivo ou luz no fim do túnel. E então começa a se fixar em erros do passado, ficando horas, dias e semanas remoendo um sentimento de culpa infinito. Falas como “eu não tenho escolha”, “eu não posso fazer nada”, “ninguém se importa” são comuns de se ouvir de alguém que se encontra nessa situação.

9. Choro frequente

Quando o choro é frequente e aparentemente não tem uma causa que o justifique, vem “do nada”, ele pode entrar para a lista de sintomas de depressão. Mas é importante ressaltar que nem toda pessoa deprimida chora. Na verdade, algumas nunca choram. E, segundo um estudo feito na Universidade de São Francisco (Estados Unidos) em 2001, a quantidade de choro não está diretamente relacionada à gravidade da depressão. Contudo, pode ser a pontinha do iceberg.

8. Inquietação e agitação constante

Pessoas com depressão podem se sentir incapazes de relaxar. Podem ter também um sentimento constante de irritação e raiva de tudo e de todos.

7. Cansaço exagerado e perda de energia

Normalmente, quando uma pessoa está com depressão e não mostra a agitação de que falamos no item anterior, ela tende a ficar mais quieta e se queixar constantemente de cansaço e falta de energia para tudo. Daí vem uma onda implacável de improdutividade que atinge desde o trabalho até as atividades mais rotineiras. Esse sintoma pode ser tão forte a ponto de a pessoa não conseguir mais nem sair da cama.

6. Perda de interesse em atividades e hobbies que gostava

Esse é um dos sintomas de depressão mais reveladores da doença. A pessoa não tem mais vontade alguma de fazer coisas que antes adorava. E essas coisas podem ser as mais variadas possíveis, como passear com os cachorros, se exercitar, ou tomar conta dos seus sobrinhos. E, assim, a pessoa depressiva vai lentamente se isolando do mundo, recusando convites e qualquer outro motivo para sair de casa.

5. Dificuldade de concentração

Esquecer compromissos e recados, cometer erros bobos, não se lembrar de nomes e evitar fazer planos ou adiar decisões. A pessoa considerada “deprimida” é vítima constante de “pensamentos confusos”. Entre os sintomas de depressão, esse é aquele que começa virando motivo de piada, mas pode ficar sério a ponto da pessoa começar a escrever lembretes para ela mesma.
E atenção: essas falhas mentais associadas à depressão podem se parecer muito com “demência”. E, de fato, as pessoas com esta condição são propensas à depressão, e vice-versa.

4. Dormir demais ou problemas de sono

Falta de sono, ou sono em excesso, e a depressão estão intimamente relacionados. Em algumas pessoas, a depressão se manifesta com insônia, enquanto em outros acontece exatamente o contrário: tudo o que a pessoa quer é dormir. De um jeito ou de outro, a rotina de sono é interrompida e a pessoa nunca se sente descasada o suficiente. Importante saber: a depressão é uma das principais causas de problemas de sono, porque ela interfere nos ritmos biológicos naturais.

3. Falta de apetite ou comer compulsivamente

Esse é mais um caso em que o sintoma tende a aparecer como um extremo ou outro: a pessoa depressiva pode perder totalmente o interesse na comida, ou começar a comer descontroladamente. De um jeito ou de outro, é relativamente fácil detectar um comportamento anormal, principalmente porque nesse caso, um pouco mais que nos outros, os resultados desse comportamento é geralmente visível.

2. Pensamentos suicidas

A depressão é uma das condições mais comumente associadas ao suicídio. Ele começa com o que parece ser uma solução lógica para toda a dor e sofrimento que uma pessoa depressiva sente. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, 90% das pessoas que cometem suicídio tem um quadro clínico de depressão, estão sob efeito de drogas ou ambos.
Quem tem esse tipo de pensamento geralmente fala coisas como “eu queria morrer”, “eu quero acabar com tudo” e por aí vai. O perigo é que muitas pessoas podem pensar que essas são palavras ditas “da boca pra fora”, mas a verdade é que elas realmente sentem essa vontade de colocar um ponto final na vida. E esse, mais do que todos os sintomas, é um indicador de que a ajuda profissional não só é necessária, como é urgente.

1. Dores persistentes, dores de cabeça, cólicas ou problemas digestivos que não melhoram com tratamento

A depressão é estressante. Os efeitos físicos do estresse crônico, somado à falta de cuidados com si mesmo, provocam uma série de problemas de saúde, como os que enumeramos acima. Obviamente, alguns destes sinais físicos podem ser pistas para problemas de saúde não relacionados à depressão. O importante é perceber se isso está acontecendo junto com outro(s) sintoma(s) que listamos neste artigo.
Dica: levar uma pessoa ao médico sob o pretexto de avaliar sintomas crônicos permite que você tenha uma chance de fazer um relatório completo de outros sintomas preocupantes que podem levar ao diagnóstico de uma depressão. Isso pode ser muito importante porque pessoas com depressão costumam negar essa condição e todos os possíveis sintomas relacionados a ela. E, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, até os casos mais severos de depressão costumam responder muito bem ao tratamento adequado.

Teste de depressão


teste de depressaoO resultado deste teste de depressão rápido poderá ajudá-lo a determinar se você necessita procurar um profissional de saúde mental para diagnóstico e tratamento para depressão e poderá ajudá-lo a monitorar a sua depressão regularmente.
Responda as perguntas do que esteve sentindo DURANTE A ÚLTIMA SEMANA com honestidade para um melhor resultado.
CLIQUE AQUI PARA FAZER O TESTE!
Continue lendo...

Depressão, o mal do século 21, Depressão atingi 30% da população

licao4-dns-depressao

Depressão pode atingir 30% da população e o seu tratamento deve incluir a psicoterapia

A depressão é um problema de saúde pública, e será o mal do século 21, juntamente com a síndrome do pânico", afirma Sílvia Ivancko, psicoterapeuta e psicóloga do Instituto de Cancerologia de São Paulo. 

Os números da depressão são mesmo alarmantes: embora não se tenha um cálculo exato, estima-se que cerca de 30% da população mundial sofra da doença, sem saber.

"O maior problema com a depressão é o desconhecimento. O indivíduo deprimido está doente, sofre muito, mas sua falta de interesse pela vida costuma ser vista como preguiça ou falta de caráter", explica Sílvia.

Quimicamente, a depressão é causada por um defeito nos neurotransmissores responsáveis pela produção de hormônios como a serotonina e endorfina, que nos dão a sensação de conforto, prazer e bem-estar. 

Quando há algum problema nesses neurotransmissores, a pessoa começa a apresentar sintomas como desânimo, tristeza, autoflagelação, perda do interesse sexual, falta de energia para atividades simples.

Em geral, em algum momento de suas vidas, uma em cada cinco pessoas experimentará pelo menos um episódio depressivo. 

Mas Sílvia Ivancko explica que, embora trate-se de um distúrbio químico, a depressão sempre tem, em sua raiz, algum motivo psicológico. 

Assim, seu tratamento inclui, necessariamente, a psicoterapia. 

"O remédio ajuda muito, mas ele não é eterno. Se a causa primeira não for tratada, a depressão voltará¨



Continue lendo...

Depressão destrói partes do cérebro, afirma estudo

A depressão persistente é causadora de danos cerebrais ao invés de ser um fator predisponente para isso, concluíram pesquisadores após décadas de hipóteses não confirmadas.



Um estudo publicado na revista Molecular Psychiatry provou de uma vez por todas que a depressão recorrente encolhe o hipocampo - uma região do cérebro responsável pela formação de novas memórias - levando a uma perda da função emocional e comportamental.

O encolhimento do hipocampo tem sido associado à depressão, mas estudos anteriores não foram conclusivos. Amostras de pequenas dimensões, variando os tipos de níveis de depressão e de tratamento, assim como a variação nos métodos de recolha e interpretação dos resultados, em conjunto conduziram a resultados inconsistentes e muitas vezes conflitantes.

Agora, através de uma análise global e transversal de imagens cerebrais de 9.000 pessoas, os cientistas foram capazes de conclusivamente associar os danos cerebrais à depressão. O encolhimento do hipocampo surge naqueles em que a depressão começa cedo (antes da idade de 21), assim como em pessoas que têm episódios recorrentes de depressão.

Os pesquisadores notaram que era essa persistência que produzia o dano. De facto, aqueles que têm apenas um episódio de depressão não têm um hipocampo menor, por isso o tamanho do hipocampo não é um fator predisponente, mas uma conseqüência do estado da doença. Isso coloca a ênfase na identificação precoce dos casos persistentes ou recorrentes mais graves.

É importante ressaltar que, em sistemas de identificação precoces, os cientistas devem dar atenção áqueles em que a depressão persiste ou é recorrente, porque eles são os únicos que vão ser mais prejudicados do ponto de vista do dano cérebro.

Os pesquisadores utilizaram dados de scans de ressonância magnética (MRI) do cérebro e dados clínicos de 1.728 pessoas com depressão major e 7.199 indivíduos saudáveis, combinando 15 conjuntos de dados da Europa, EUA e Austrália. As amostras foram obtidas a partir da base de dados de grupo Enigma - um consórcio internacional que investiga perturbações psiquiátricas.

Este estudo confirma - numa amostra muito grande - uma descoberta que tem sido relatado em algumas ocasiões. É interessante que nenhuma das outras áreas subcorticais do cérebro sofram um efeito tão nefasto de forma tão consistente. Por esse movito, também se confirma que o hipocampo é particularmente vulnerável à depressão.

O hipocampo faz parte do sistema límbico do cérebro, ou do que é conhecido como o seu centro emocional. O sistema também contém a amígdala, uma outra parte do cérebro que parece também ser afectada pela depressão, mas em menor escala. O hipocampo desempenha um papel importante na consolidação e formação de novas memórias.

Ainda assim, e apesar dos resultados do estudo serem importantes, eles não são susceptíveis de afectar imediatamente o tratamento clínico dos pacientes com depressão. Tal não acontecerá do dia para a noite, mas a investigação não deixa de ter implicações para o desenvolvimento de melhores tratamentos para a depressão.

Assim, os investigadores devem no futuro medir os volumes das regiões individuais dentro do hipocampo, que são responsáveis ​​por diferentes funções cognitivas. Ter uma melhor compreensão de como são as diferenças de volume regionais proporcionará uma maior capacidade para tirar conclusões que visem o tratamento.

Os cientistas esperam agora confirmar os danos do hipocampo na depressão através de estudos empíricos dirigidos precisamente a verificar esse facto. É importante notar, contudo, que os efeitos da depressão sobre o cérebro são reversíveis com o tratamento certo para o indivíduo, até porque o hipocampo é uma das áreas mais importantes de regeneração do cérebro, concluem os pesquisadores.
Continue lendo...

Depressão na infância e adolescência (Depressão não é tristeza)


Depressão é uma doença crônica, recorrente, muitas vezes com alta concentração de casos na mesma família, que se manifesta não só em adultos, mas também em crianças e adolescentes.

Qualquer criança ou adolescente pode ficar triste, mas o que caracteriza os quadros depressivos nessas faixas etárias é o estado persistentemente irritado, tristonho ou atormentado que compromete as relações familiares, as amizades e a performance escolar.

Em pelo menos 20% dos pacientes com depressão instalada na infância ou adolescência, existe risco de surgirem distúrbios bipolares, nos quais fases de depressão se alternam com outras de mania, caracterizadas por euforia, agitação psicomotora, diminuição da necessidade de sono, idéias de grandeza e comportamentos de risco.

Antes da puberdade, o risco de apresentar depressão é o mesmo para meninos ou meninas. Mais tarde, ele se torna duas vezes maior no sexo feminino.
A prevalência da enfermidade é alta: depressão está presente em 1% das crianças e em 5% dos adolescentes.

Ter um dos pais com depressão aumenta de 2 a 4 vezes o risco da criança.

O quadro é mais comum entre portadores de doenças crônicas como diabetes, epilepsia ou depois de acontecimentos estressantes como a perda de um ente querido.

Negligência dos pais ou violência sofrida na primeira infância também aumenta o risco.

É muito difícil tratar depressão em adolescentes sem os pais estarem esclarecidos sobre a natureza da enfermidade, seus sintomas, causas, provável evolução e as opções medicamentosas.

Os estudos mostram que 60% desses pacientes respondem ao tratamento.

Esses medicamentos apresentam menos efeitos colaterais e risco de complicações por overdose menor do que outras classes de antidepressivos.

A recomendação é iniciar o esquema com 50% da dose e depois ajustá-la no decorrer de três semanas de acordo com a resposta e os efeitos colaterais.

Obtida a resposta clínica, o tratamento deve ser mantido por seis meses, no mínimo, para evitar recaídas.

A terapia comportamental mostrou eficácia em ensaios clínicos, e parece dar resultados melhores do que outras formas de psicoterapia.

Através dela os especialistas procuram ensinar aos pacientes como encontrar prazer em atividades rotineiras, melhorar relações interpessoais, identificar e modificar padrões cognitivos que conduzem à depressão.

Outro tipo de psicoterapia eficaz em ensaios clínicos é conhecida como terapia interpessoal. Nela, os pacientes aprendem a lidar com dificuldades pessoais como a perda de relacionamentos, as decepções e frustrações da vida cotidiana.

O tratamento psicoterápico deve ser mantido por seis meses, no mínimo.

Como o abuso de drogas psicoativas e suicídio são conseqüências possíveis de quadros depressivos, os familiares devem estar atentos e encaminhar os doentes a serviços especializados assim que surgirem os primeiros indícios de que os problemas da depressão possam estar presentes.

Depressão: doença que precisa de tratamento (Ricardo Moreno - médico psiquiatra e professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo). 

Depressão não é tristeza.

É uma doença que precisa de tratamento. Cerca de 18% das pessoas vão apresentar depressão em algum período da vida.

Quando o quadro se instala, se não for tratado convenientemente, costuma levar vários meses para desaparecer. É também uma doença recorrente.

Quem já teve um episódio na vida, apresenta cerca de 50% de possibilidades de manifestar outro; quem teve dois, 70% e, no caso de três quadros bem caracterizados, esse número pode chegar a 90%.

A depressão é uma patologia que atinge os mediadores bioquímicos que agem na condução dos estímulos através dos neurônios que possuem prolongamentos que não se tocam.

Entre um e outro, há um espaço livre chamado sinapse absolutamente fundamental para a troca de substâncias químicas, íons e correntes elétricas. Essas substâncias trocadas na transmissão do impulso entre os neurônios, os neurotransmissores, vão modular a passagem do estímulo representado por sinais elétricos.

Na depressão, há um comprometimento dos neurotransmissores responsáveis pelo funcionamento normal do cérebro.

Diferença entre tristeza e depressão


Dráuzio – Vamos começar pela pergunta clássica: qual a diferença entre tristeza e depressão?

- R. Moreno - Tristeza é um fenômeno normal que faz parte da vida psicológica de todos nós.

- Depressão é um estado patológico. Existem diferenças bem demarcadas entre uma e outra.

A tristeza tem duração limitada, enquanto a depressão costuma afetar a pessoa por mais de 15 dias.

Podemos estar tristes porque alguma coisa negativa aconteceu em nossas vidas, mas isso não nos impede de reagir com alegria se algum estímulo agradável surgir.

Além disso, a depressão provoca sintomas como desânimo e falta de interesse por qualquer atividade.

É um transtorno que pode vir acompanhado ou não do sentimento de tristeza e prejudica o funcionamento psicológico, social e de trabalho.

Possibilidades de prevenção


Dráuzio – O que se pode fazer neste mundo moderno para não cair em depressão?

- R. Moreno – A primeira coisa é apelar para o bom-senso. Não há uma receita básica , mas todos podemos contar com o bom-senso para conseguir uma qualidade de vida satisfatória.

Depois, é preciso desenvolver a capacidade de enfrentar e resolver problemas, dificuldades e conflitos.

Tanto isso é possível que apenas 18% da população apresenta quadros depressivos ao longo da vida.

Problemas todos temos. É necessário, dentro das possibilidades, aprender a lidar com eles e a não deixar que nos abalem demais.
Continue lendo...

PODERÁ TAMBÉM GOSTAR

Mais Populares

Seguir por E-mail

 
Copyright © 2016 REVELANDO VERDADES OCULTAS • All Rights Reserved.
Template Design by ORIGINAIS OADM • Powered by Blogger
back to top