Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

29 março 2017

Rivotril (Clonazepam) - Cuidados com o medicamento Rivotril!

rivotril
Rivotril NÃO é inócuo como tentam fazer crer  alguns psiquiatras que oprescrevem sem muito critério. E Rivotril não é a solução ideal na maioria dos casos. Ninguém fica curado de pânico apenas tomando Rivotril. Recorrer a esse medicamento ao se manifestar a tristeza ou risco de depressão e uma ansiedade persistente também pode não ser o melhor caminho. Há que se tomar cuidado com os remédios, em especial os psicofármacos. É preciso descobrir as causas dos sintomas, isto é, o que está por trás, por exemplo, do entristecimento ou  do pânico,concomitantemente  ao uso do remédio ou  antes de começar a tomá-lo .
No caso do Rivotril, está havendo uma onda de prescrição dele, nem sempre à luz de criteriosa análise, a ponto de as vendas terem aumentado 37%  de 2006 a 2010. Em quatro anos,  subiram de 13 milhões e meio para 18 milhões e meio a venda de caixinhas de Rivotril. Ao todo são vendidos 14 milhões de caixas por ano, no Brasil,de acordo com levantamento do IMS Health, instituto que audita a indústria farmacêutica. Só perde para o anticoncepcional Microvlar.
E tanto sucesso só acontece no Brasil. Nos EUA, os médicos têm medo de receitá-lo, temendo serem processados. Isso porque, entre outros efeitos maléficos, o Rivotril provoca queda em idosos. Os psiquiatras sérios consideram que há abuso na indicação desse medicamento tarja preta, que causa dependência e pode provocar, também, sonolência, dificuldade de concentração e falhas da memória – verdadeiros “apagões” ou os famosos “brancos”. Uma psiquiatra veterana me explicou que o Rivotril é mais indicado para momentos de crises de alguns transtorno, mas para uso contínuo deve haver mais rigor na prescrição. No entanto, não é isso que se observa na prática.
Algumas das prováveis explicações para o uso exagerado do Rivotril pode ser o preço baixo, a ineficiência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e até um possível conluio entre médicos e a indústria farmacêutica,sempre preocupada com lucro e nunca com a saúde das pessoas.
O psiquitra Ronaldo Laranjeira, professor na Unifesp e coordenador da Uniad (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas), alerta que três meses de uso do Rivotril já são suficientes para criar uma dependência da droga.
O psiquiatra Mauro Aranha de Lima, conselheiro do Cremesp (Conselho Regional de Medicina), afirma ser “evidente” que existe indicação inapropriada do remédio, especialmente por parte de médicos generalistas, não familiarizados com a saúde mental.
Segundo esse especialista, muitas pessoas já chegam ao consultório com queixas de ansiedade e pedindo o Rivotril. “As pessoas trabalham até tarde, chegam em casa ansiosas e querem dormir logo. Não relaxam, não se preparam para o sono. Tomar Rivotril ficou mais fácil”, diz ele, também presidente do Conselho Estadual Sobre Drogas.
Mas o corpo pode pagar um preço alto por esse comodismo e negligência com a saúde.
Reforçando: depressão, ansiedade, pânico e  outros distúrbios psicoemocionais NÃO DEVEM SER TRATADOS APENAS COM REMÉDIOS. Se há uma causa de fundo psicológico, obviamente é necessário psicoterapia para atacar a causa, e não apenas os sintomas. Psicofármaco não cura doenças, só atua sobre os sintomas.
Como medida preventiva, os laboratórios incluem todas as possibilidades de reações adversas dos medicamentos produzidos por eles. Mesmo sabendo disso, vale a pena ler a descrição os efeitos colaterais atribuídos ao Rivotril, listados na bula do próprio medicamento:
.  Pode causar lentidão de reações, prejudicando a  habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas.  Esse efeito é agravado pelo consumo de álcool. Portanto, quem toma Rivotril deve evitar dirigir, operar máquinas e exercer outras atividades que requeiram atenção, principalmente  nos primeiros dias do tratamento – masdepois também, em muitos casos.
. Pode causar convulsões:  em alguns estudos, até 30% dos pacientes apresentaram perda da atividade anticonvulsivante, sobretudo nos  três meses iniciais da administração. Em alguns casos, o ajuste de dose pode restabelecer a eficácia. Quando usado em pacientes nos quais coexistem vários tipos de distúrbios epilépticos, Rivotril pode aumentar a incidência ou precipitar o aparecimento de crises tônico-clônicas generalizadas (grande mal). Isso pode requerer a adição de anticonvulsivantes adequados ou aumento das dosagens deles.
. É desaconselhável para mulheres grávidas.
Tem mais efeitos colaterais:
“Distúrbios psiquiátricos: foram observados amnésia, alucinações, histeria, libido aumentada ou diminuída, insônia, psicose, tentativa de suicídio (os efeitos sobre o comportamento podem ocorrer com maior probabilidade em pacientes com história de distúrbios psiquiátricos), ataque de ansiedade, despersonalização, disforia, labilidade emocional, distúrbio de memória, desinibição orgânica, ideias suicidas, lamentações, diminuição da concentração, inquietação, confusão mental  e desorientação. A amnésia anterógrada pode ocorrer durante o uso de benzodiazepinas em doses terapêuticas, sendo que o risco aumenta com doses mais elevadas.
Foram observadas, ainda, as seguintes reações paradoxais: excitabilidade, irritabilidade, agressividade, agitação, nervosismo, hostilidade, ansiedade, distúrbios do sono, pesadelos e sonhos anormais. Em casos raros, pode ocorrer perda da libido. Distúrbios do sistema nervoso: sonolência, lentidão de reações, hipotonia muscular, tonturas, ataxia.
Também foram relatados: movimentos anormais dos olhos, afonia, movimentos coreiformes, coma, disdiadococinesia, aparência de “olho vítreo”, enxaqueca, hemiparesia, depressão respiratória, fala mal articulada, tremor, vertigem, perda do equilíbrio, coordenação anormal, sensação de cabeça leve, letargia, parestesia. Distúrbios oculares: distúrbios reversíveis da visão (diplopia), particularmente no tratamento a longo prazo ou de alta dose. Distúrbios cardiovasculares: palpitações, dor torácica. Foi relatada insuficiência cardíaca, incluindo parada cardíaca. Distúrbios do sistema respiratório: congestão pulmonar, rinorreia, respiração ofegante, hipersecreção nas vias respiratórias superiores, infecções das vias respiratórias superiores, tosse, bronquite, dispneia, rinite, congestão nasal, faringite. Pode ocorrer depressão respiratória.” (Fonte: Medicina Net)
Bom, não é pouca coisa! E há mais reações adversas (efeitos colaterais). A quem interessar, Clique no link BULA DO RIVOTRIL.
PS1: Por favor, antes de escrever perguntando algo, leia comentários já publicados para perguntas já feitas… a dúvida pode já ter sido esclarecida.
PS2: Este blog não é de orientação, não tenho o selo do CRP para dar orientações pela internet (não disponho de tempo para isso). A intenção é apenas disseminar informações que possam dar um norte inicial às pessoas; o Psicopauta NÃO É UM BLOG COM PROPOSTA DE AUTOAJUDA. Os problemas das pessoas, quase sempre muito sérios, devem ser resolvidos com a intervenção PRESENCIAL  de um especialista. Não tente resolver questões vitais apenas pesquisando na Internet; marque consulta com um psiquiatra ou com um psicoterapeuta da sua cidade.
Continue lendo...

20 março 2017

Comer salada é saudável? Deveria ser!

10 mais agrotoxicos


Você sabe o que tem nos vegetais que sua família come? Sabe de onde eles vêm? 

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 15% dos alimentos consumidos pelos brasileiros apresentam taxas de resíduos de veneno (pesticidas, praguicidas, formicidas, herbicidas, fungicidas, ou, coletivamente, agrotóxicos) em níveis prejudiciais à saúde.


Desde 2008, o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos.



Na safra de 2009, foram utilizadas 1 milhão de toneladas de defensivos agrícolas, adubos e fertilizantes, e esse recorde deve ter sido superado em 2010,2011 e 2012.
Isso acontece por causa do modelo de produção brasileiro, baseado no agronegócio.

Incentivados pelas políticas públicas, os produtores compram “pacotes tecnológicos”, com sementes (muitas vezes, transgênicas), fertilizantes e agrotóxicos.

Em entrevista ao Portal Ecodebate, a pesquisadora da Fiocruz Lia Giraldo explica que "desde a década de 70, exatamente no ano de 1976, o governo criou um plano nacional de defensivos agrícolas. 

Dentro do modelo da Revolução Verde, os países produtores desses agroquímicos pressionaram os governos, através das agências internacionais, para facilitar a entrada desse pacote tecnológico. 

Em 1976, o Brasil criou uma lei do plano nacional de defensivos agrícolas, na qual condiciona o crédito rural ao uso de agrotóxicos. 

Assim, parte desse recurso captado deveria ser utilizada em compra de agrotóxicos, que eles chamavam, com um eufemismo, de defensivos agrícolas. 

Então, com isso, os agricultores foram praticamente obrigados a adquirir esse pacote tecnológico". 

Quem enriquece são as grandes multinacionais. 

As seis maiores empresas produtoras de agrotóxicos no mundo (Syngenta, Bayer, Monsanto, Basf, Dow e DuPont) concentram cerca de 70% do mercado de sementes, agrotóxicos, fertilizantes e transgênicos. 

monocultura de soja transgênica

obs: ao contrário do que muitas vezes afirmam as empresas, o uso de transgênicos não minimiza os custos e nem o uso de agrotóxicos. 

Só no caso da soja (75% transgênica no Brasil), a venda de herbicidas aumentou mais de 200% na última década, enquanto o aumento na área plantada foi de 67%.

Para combater as pragas e aumentar a produção, os agricultores compram venenos que também fazem mal às próprias plantas que produzem, precisando comprar em seguida adubos e fertilizantes, que – mera coincidência – são produzidos e comercializados pelas mesmas empresas que produzem os agrotóxicos. 

Um dos efeitos que os agrotóxicos têm é matar bactérias benéficas, como as fixadoras de nitrogênio, um nutriente necessário para as plantas. 

Torna-se necessário, então, aplicar fertilizantes (cujo elemento principal é o nitrogênio). Só que, depois de aplicado no solo, cerca de 1% do nitrogênio dos fertilizantes é liberado para o ar na forma de óxido nitroso, um gás quase 300 vezes pior para o aquecimento global do que o CO2. 


Os resíduos de fertilizantes vão parar em lagos, rios, lençóis freáticos e até no mar, causando um grande desequilíbrio ecológico: primeiro, eles fertilizam algas e plantas aquáticas, que crescem além da conta. 

Só que, quando elas morrem, sua decomposição rouba oxigênio da água, matando todos os peixes e outros animais. 

Existem cerca de 400 zonas mortas nos mares, hoje, por causa desse fenômeno. 

O uso de fertilizantes tem mais um efeito nocivo, este para a nossa alimentação: as frutas cultivadas com eles têm menos nutrientes, como ferro e vitamina C, que as orgânicas. 

As plantas crescem e começam a produzir mais rápido, tendo raízes menores e menos tempo para acumular nutrientes nos frutos.
O uso continuado dos venenos também, por um simples mecanismo de seleção, provoca a resistência das pragas. 

Com o tempo, os agrotóxicos deixam de funcionar, obrigando o agricultor a aumentar a dose ou a comprar um novo produto, num ciclo vicioso (ótimo para quem vende agrotóxicos!)

ilustração de Mike Baldwin - resistência a pesticidas

Quer mais? 


Um outro ranking coloca o Brasil entre os primeiros em acidentes por intoxicação com agrotóxicos.



Segundo a Tribuna do Interior, em 2008 foram registrados, somente no Sul do país, 1.139 casos de intoxicação, segundo o Sistema Nacional de Informações Toxicofarmacológicas (Sinitox), órgão vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

A Anvisa estima que, para cada caso conhecido, 50 não tenham sido informados.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 3% dos trabalhadores expostos a agrotóxicos no mundo sofrem algum tipo de intoxicação.
Os agrotóxicos estão entre os principais fatores de risco para a saúde da população, afetando os trabalhadores rurais, os consumidores e o meio ambiente.
E o pior de tudo é que o Brasil é o principal destino dos agrotóxicos proibidos no exterior.

Dez variedades vendidas livremente por aqui não circulam na União Europeia e Estados Unidos, alguns nem em vários países da África e até no Paraguai. 

Ao invés de ser um argumento para que tenhamos cautela com relação a esses agrotóxicos, a proibição em outros países aumenta a pressão das empresas pelo aumento das vendas no Brasil e contra as avaliações da Anvisa, para não perder mercado. 

O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Luís Rangel, admite que produtos banidos em outros países e candidatos à revisão no Brasil – justamente os que possuem evidências de serem perigosos – têm aumento anormal de consumo entre os produtores brasileiros. 

Para reverter isso, seria preciso uma lei que controlasse a importação de agrotóxicos sob suspeita. Mas, é claro, as empresas, com auxílio de setores do governo, farão todo o possível para evitar que isso aconteça.
Em 2008, a Anvisa colocou em reavaliação 14 ingredientes ativos (utilizados em mais de 200 agrotóxicos), dentre eles o endossulfan, o acefato e o metamidofós, com base em indícios de riscos à saúde. 

Entretanto, uma série de decisões judiciais impediram, por quase um ano, a Anvisa de realizar a reavaliação dessas substâncias. "Empresas de agrotóxicos e o próprio Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola recorreram ao Judiciário para impedir a Anvisa de cumprir seu papel", critica a consultora jurídica do Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), Andrea Salazar. 

Após muita luta, a Anvisa conseguiu reverter as decisões judiciais. 

De lá pra cá, já foram divulgados os resultados de algumas dessas reavaliações. 

Resultados publicados em agosto de 2010 determinam o banimento total da cyhexatina até julho de 2011 e apresentam o indicativo do banimento da utilização de acefato, metamidofós e endossulfan

Os indicativos de banimento da Anvisa são analisados por uma comissão tripartite formada pela própria Anvisa, o Ibama e o Ministério da Agricultura. 

Segundo a Anvisa, mesmo em pequenas doses, esse agrotóxico provoca intoxicação. 

agrotóxicos perigosos nos alimentos segundo a Anvisa

Em junho de 2010, a Anvisa divulgou os dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), que ainda em 2009 analisou 20 culturas (abacaxi, alface, arroz, banana, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, laranja, maçã, mamão, manga, morango, pepino, pimentão, repolho, tomate e uva) em 26 estados do Brasil. 

Apenas Alagoas não participou. 

Os dados mostram que agrotóxicos com alto risco para a saúde humana são utilizados sem levar em consideração a existência ou não de autorização do Governo Federal. 

Em 15 das 20 culturas analisadas foi encontrada presença irregular de agrotóxicos – em níveis acima do permitido pela legislação ou utilizados em culturas para as quais não estão autorizados. 

Dentre eles, o acefato, o metamidofós e o endossulfan. 

Nenhuma das culturas possui autorização de uso do agrotóxico endossulfan, que já é proibido em 45 países e causou mortes por intoxicação na Colômbia (veja a lista de países que baniram o endossulfan e de seus motivos), porém, os resultados demonstraram a presença do veneno em 14 delas. 

resultados insatisfatórios do PARA - agrotóxicos perigosos nos alimentos

O gráfico acima mostra os resultados insatisfatórios do PARA, por alimento, considerando apenas os ingredientes ativos de agrotóxicos que estão em reavaliação toxicológica na Anvisa devido aos seus efeitos negativos para a saúde humana. Em vermelho está o endossulfan.


Quanto veneno pode ter na água que bebemos?

O modelo de agricultura baseado no agronegócio foi um dos temas do I Simpósio Brasileiro de Saúde Ambiental (I SIBSA), realizado de 6 a 10 de dezembro em Belém do Pará. 

No encontro, foi aprovada uma moção contra o uso de agrotóxicos na agricultura e cobra a mudança do modelo de cultivo para uma plataforma agroecológica. 

No dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, deve ser lançada a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Outra moção aprovada durante o Simpósio questiona a revisão da portaria 518/2004 do Ministério da Saúde, que regulamenta quais e que quantidades de substâncias podem estar na água para consumo humano. 

A moção critica a tentativa de aumento do limite máximo de glifosfato (o Roundup da Monsanto; uma das substâncias que a Anvisa quer reavaliar pelo risco de danos à saúde) na água potável e a falta de diálogo com setores ligados à saúde ambiental durante o processo. 

Para Wanderlei Pignati, professor do Núcleo de Estudos Ambientais da UFMT, ao analisar o histórico das portarias de potabilidade da água no Brasil – a primeira, 56/1977; a segunda, 36/1990; e a terceira, 51/2004 – verifica-se que a legislação foi "legalizando a poluição": "A primeira portaria diz que pode ter na água para consumo humano 10 metais pesados, nada de solventes, 12 agrotóxicos e nenhum produto de desinfecção doméstica, com exceção do cloro. 

Já na segunda portaria, editada 13 anos depois, os metais pesados passaram para 11, os solventes para 7, os agrotóxicos para 13 e os produtos de desinfecção passaram para dois". 

Hoje, em um litro de água que bebemos, pode-se ter 13 metais pesados, 13 solventes, 22 agrotóxicos e 6 produtos de desinfecção. "Vão poluindo, aumentando o uso de agrotóxico, de metais, de solventes, de desinfetantes e isso começa a ser permitido na água". 

Segundo a representante da Anvisa Letícia Silva, em um estudo feito pela UFMT em parceira com a Fiocruz foi encontradoendossulfan em águas de chuva coletadas no Mato Grosso. As pessoas podem estar bebendo água contaminada. 

Também é preocupante o fato de que as maiores produções agrícolas do país, que utilizam quase 80% dos agrotóxicos consumidos, encontram-se justamente sobre o aqüífero guarani, maior reservatório subterrâneo de água potável do mundo. 


Mas, esses venenos não fazem mal para as pessoas. Não é?

"Aconteceu em outubro de 2009, no interior do Espírito Santo. Foi feita uma pulverização aérea de agrotóxicos em uma plantação de café próxima a uma escola. 
Os aviões passavam perto da escola despejando os agrotóxicos e as aulas não puderam continuar. Por causa do cheiro forte, as crianças começaram a passar mal e algumas chegaram a desmaiar".
Relato do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) no Seminário Nacional contra o Uso de Agrotóxicos(outubro/2010)
Segundo a Anvisa, "de acordo com os conhecimentos científicos atuais, se ingerirmos quantidades dentro dos valores diários aceitáveis (IDA) não sofreremos nenhum dano à saúde."

O consumo além dessas quantidades pode resultar em diversos sintomas, dependendo de qual a substância ingerida (existem mais de 400 pesticidas liberados no mercado), o nível de exposição a estas e outras substâncias, idade, peso, tabagismo etc. 

Esses sintomas podem surgir logo após o contato com o produto (os chamados efeitos agudos) ou só após semanas ou anos (efeitos crônicos). Algumas substâncias tóxicas permanecem no nosso organismo por toda a vida.

Os sintomas podem variar de dores de cabeça, coceiras e alergias até distúrbios do sistema nervoso central ou câncer, nos casos mais graves de exposição.

Alguns males agudos e crônicos que podem ser causados pelos venenos:
-Dor de cabeça;
-Tontura, fraqueza, mal estar;
-Tremores no corpo;
-Diarréia;
-Convulsões;
-Desmaios;
-Irritação de nariz, garganta e olhos;
-Náuseas, vômitos;
-Falta de ar, problemas respiratórios;
-Dores no corpo;
-Problemas nos rins e/ou fígado;
-Feridas, queimaduras e alterações na pele;
-Depressão;
-Câncer;
-Distúrbios hormonais;
-Distúrbios neurológicos;
-Problemas reprodutivos;
-Má formação fetal
Carlitos: bebê com deficiências atribuídas a pesticidas


Carlitos, bebê com defeitos de nascença atribuídos a pesticidas. 






aplicação de agrotóxicos sem proteção adequada: este homem está arriscando sua vida

Quem mais sofre esses efeitos é o trabalhador rural. 

É muito importante utilizar equipamentos de segurança (roupa adequada, máscaras, botas, luvas, chapéu, óculos de proteção...) e utilizar os produtos corretamente. 

Porém, mesmo tomando-se todas as providências, alguns venenos continuam sendo muito perigosos, como o endossulfan. 


E agora? Devo parar de comer salada?



Claro que não! 

Mas, então, como proteger a saúde da sua família (e, de quebra, o meio ambiente e saúde dos trabalhadores rurais)? 

Dando preferência aos alimentos orgânicos! 

Além de não conterem agrotóxicos e não agredirem o ambiente, os orgânicos possuem mais nutrientes que os alimentos convencionais. 

E alguns agricultores estão percebendo que sementes produzidas e guardadas por eles são mais produtivas e têm menor custo do que as sementes das multinacionais. 

Atenção para o selo de certificação do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (Sisorg), do Ministério da Agricultura: 

selo Sisorg de produtos orgânicos

Muitos produtos vendidos como “orgânicos” não têm certificação adequada, podendo ser até enganação para cobrar mais caro do consumidor. 

Mas esse quadro deve mudar, agora que novas regras para regulamentação passaram a valer em 1º de janeiro deste ano, e os produtos comercializados como orgânicos devem obrigatoriamente conter esse selo.
Eu sei que eles são mais caros e pesam no bolso de muita gente. 

Mas vale a pena economizar com consultas e remédios mais adiante! 

Pelo menos, considere substituir por orgânicos os produtos que mais utilizam agrotóxicos comprovadamente prejudiciais, segundo as análises da Anvisa. 
De 20 produtos agrícolas analisados no PARA, aqui está o Top 10 dos alimentos com mais agrotóxicos: 

dez produtos mais contaminados por agrotóxicos dentre os 20 avaliados pela Anvisa em 2009

Isto significa que, de cada dez pimentões à venda no supermercado, oito estão contaminados e representam risco à saúde. 

A cultura analisada que apresentou melhor resultado foi a da batata, com irregularidades em apenas 1,2% das amostras analisadas. 

Outras medidas apontadas pela Anvisa para reduzir a ingestão de agrotóxicos, além da substituição por orgânicos: procurar sempre alimentos de origem identificada, pois isto aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos; preferir alimentos da época; e lavar bem os alimentos com água limpa, deixá-los de molho em água com cloro ou vinagre e depois lavar novamente em água limpa (esse procedimento pode retirar parte dos agrotóxicos presentes no exterior dos alimentos, mas não tira a maior parte deles, que penetra na planta). 

Vale lembrar que lavar o alimento é sempre bom, mesmo se ele for orgânico. 
Segundo notícia do Correio do Estado, no ano passado o mercado interno de orgânicos cresceu 40% em relação a 2009, e o externo, 30%. 

Temos muito a lucrar com o banimento dessas substâncias nocivas. Além de beneficiar a saúde e o meio ambiente, ele também pode ter impactos positivos na economia nacional. Por exemplo: Europa, Japão, Estados Unidos e outros países não importam alimentos com resíduos de cihexatina. 

Porém, ainda é preciso mudar a mentalidade da maioria dos agricultores, e com décadas de incentivo ao atual modelo, isso requer um trabalho no sentido contrário. 

A pesquisadora da Fiocruz Lia Giraldo aponta que, "como aconteceu antes, quando o crédito rural foi condicionado ao uso do agrotóxico, agora pode acontecer o contrário: ser dado o crédito para aqueles que não usarão agrotóxicos, fazer o inverso e criar uma nova escola de agricultura." 
*~*~*~* 
A Revolução Verde teve graves conseqüências para a sociedade, levando a um aumento na concentração de terras e ao êxodo rural, e para o meio ambiente, verificadas na perda da fertilidade do solo, erosão, perda de diversidade genética, e na contaminação do solo, dos recursos hídricos e dos próprios alimentos pelos agrotóxicos. 

Quem ganha com esse modelo? As bilionárias multinacionais. 

Ironicamente, o modelo que promete (até hoje!) acabar com a fome no mundo leva à concentração de riquezas, à miséria e à fome. 

O argumento que tentam nos fazer engolir, de que agrotóxicos, transgênicos e expansão territorial da agricultura são necessários para salvar a humanidade da inanição, é uma mentira. 

Existe alimento para todas as pessoas do mundo. 

Mesmo com o crescimento populacional, é possível alimentar toda a humanidade sem aumentar a produção, adotando práticas como a agroecologia, o combate à desigualdade, e a adoção de uma dieta menos carnívora. 

(não apenas temos grandes áreas de pastagem que poderiam ser usadas para o cultivo – a área desmatada na Amazônia para criar gado equivale à de 100 cidades de São Paulo –, como cerca de 40% dos grãos produzidos, sendo da soja quase 80%, servem para alimentação de gado. 

Uma única peça de picanha exige 75 quilos de vegetais para ser produzida! – então não venham dizer que os vegetarianos são culpados pela expansão da monocultura de soja!). 

A tal “salvação da humanidade” está em um novo paradigma, uma nova revolução: um modelo econômico baseado na sustentabilidade. 

Se é que ainda temos salvação.


Fonte: Raízes e Azas

Continue lendo...

Doenças causadas por Demônios, depois eles curam é enganam, e a doença volta quando eles quiserem

Curandeirismo 3

Um pesquisador, escrevendo em Natural History (nov. 1972), relata que assistiu a uma sessão de “cura” no Peru, realizada à noite.

Um homem ficara doente e não podia mais andar. Seu negócio estava declinando e seus filhos abandonaram o trabalho e a escola. O diagnóstico do curandero foi que um feiticeiro havia feito um despacho e que este era responsável pelas dificuldades da família.

Durante o subseqüente rito de “cura”, uma das filhas da família começou a tossir e a cuspir, vomitando a infusão de suco de cacto de São Pedro que havia tomado (ela havia também tomado uma mistura de suco de cacto e de fumo silvestre).

Começou a inclinar-se loucamente para trás. Alguém gritou que um monstro puxava o cabelo da moça por detrás. Diante disso, o curandero pegou duma espada na mesa e passou a travar uma batalha furiosa como que com um adversário invisível, dando golpes ferozes e selvagens.

Ele disse que era para quebrar o encanto do feiticeiro. O pesquisador relatou que, quando viu a família mais tarde, a saúde do homem, bem como sua família e seu negócio haviam melhorado.

Louis C. Whiton, outro pesquisador, que havia chefiado seis expedições ao Suriname, para fazer um estudo do povo conhecido como negros da mata, relata uma experiência própria com um famoso feiticeiro em Paramaribo. (Natural History ago.-set. 1971) “Muitas das pessoas mais instruídas da cidade recorrem aos seus talentos, embora freqüentem igrejas cristãs”, escreve ele. Whiton sofria de paralisia e de fortes dores num quadril e numa perna.

Durante um período de dezoito meses, os especialistas e o médico do próprio Whiton não puderam dar-lhe alívio. O seguinte é um resumo muito condensado do rito de “cura”.

A cerimônia começou à meia-noite. Esfregaram-lhe o corpo com barro que havia sido abençoado num ritual, para ter o poder de repelir o mal. Seguiram-se cantos e orações aos deuses da selva.

Interrogou-se então a “alma” do paciente sobre a sua vida passada. O feiticeiro orou para o deus Misá, para “proteger este Filho da Terra, embora tivesse pecado, para que não lhe acontecesse nenhum mal”. O altar de vodu [macumba] foi levado em torno da cabeça de Whiton e acenaram-se sobre ele as bandeiras dos deuses índios.

Depois de cerca de duas horas, ele foi informado de que os deuses chegaram. Mandou-se-lhe que se deitasse no chão, e o “curandeiro” se deitou na direção oposta, tocando-se o alto de suas cabeças.

Depois se colocou no tórax do feiticeiro um almofariz muito grande e pesado, enquanto um dos seus ajudantes ficava de pé sobre o seu estômago e outro sobre seus quadris, batendo no almofariz com grandes pilãos de madeira.

Acreditavam que as batidas mantinham seu coração batendo regularmente durante a provação, na qual o espírito mau supostamente devia abandonar o paciente e entrar no feiticeiro.

O feiticeiro, então supostamente possesso do espírito mau que havia estado no paciente, tornou-se briguento, falando em inglês, em vez de seu nativo taki-taki, em termos irados e desamistosos.

Depois disso, o espírito mau tinha de ser transferido dele para um altar de ossos de cobra, e, finalmente, para o corpo duma galinha, segurada pelas penas do pescoço diante do paciente.

Se o espírito mau havia sido completamente exorcismado, a galinha morreria sem que o feiticeiro a ferisse de algum modo. A galinha não morreu, de modo que se disse ao paciente que provavelmente não se ‘arrancou dele’ todo o mal.

Portanto, ele devia abrir o bico da galinha e cuspir-lhe na boca. Fez isso, e em vista disso, a ave bateu violentamente as asas, ficou mole e morreu. Whiton relata que, depois de passarem dois anos desde o rito, não houve recorrência da dor na sua perna e no seu quadril.

Nota: Demônios agem de diversas maneiras dependendo a região, exemplo se a localização tem muitos buscando Igrejas evangélicas se eles acham falhas e falta de conhecimento no líder de alguma e ali que ele vai fazer curas e o líder desta igreja dirá que a cura provem de Jesus, portanto cuidado para não estar comendo na mesa de Demônios pensando que e a mesa de Deus.

Fonte: Pesquisa e Estudo
Arranjo: Jefferson

Curandeirismo e ritos de macumba

É verdade que no curandeirismo se usam muitas ervas de que se sabe que têm efeito curativo. E por causa da influência ocidental, alguns “curandeiros” tornaram-se até certo ponto especialistas em...

Assuntos em Geral Fique Sabendo Religião Crenças Seitas Nova Ordem Mundial (Ocultismo) Biblias e Livros Misterios Mitos e Verdades Planeta Astrologia Ufologia Documentarios Entrevistas e Televisão Sonhos Simbologias e Objetividade Apocalipse Revelação Illuminatis e Maçons Profecias Reptilianos Mito ou Verdade Doenças Civilizações e Construções Apocrifos Banidos Lua e Sol Mensagens Subliminares Musicas Beneficios e Perigos Cidades Illuminatis e Outros Piramides no mundo Famosos e suas Crenças Ferramentas Estudo Biblico Terremotos Triângulo das Bermudas

São as Atuais Curas Como as de Jesus? Saiba para não ser enganado!
A doença é um problema terrível, e quando sobrevém, naturalmente procuramos alívio. No entanto, que dizer quando vivemos num lugar onde “as pessoas, principalmente as de baixa renda, são tratadas...

Assuntos em Geral Fique Sabendo Religião Crenças Seitas Nova Ordem Mundial (Ocultismo) Biblias e Livros Misterios Mitos e Verdades Planeta Astrologia Ufologia Documentarios Entrevistas e Televisão Sonhos Simbologias e Objetividade Apocalipse Revelação Illuminatis e Maçons Profecias Reptilianos Mito ou Verdade Doenças Civilizações e Construções Apocrifos Banidos Lua e Sol Mensagens Subliminares Musicas Beneficios e Perigos Cidades Illuminatis e Outros Piramides no mundo Famosos e suas Crenças Ferramentas Estudo Biblico Terremotos Triângulo das Bermudas

É o Diabo quem nos faz adoecer? Saiba!
Para entender de onde vem as curas de Pastores, lideres religiosos que enganam a muitos sendo na realidade os Falsos profetas (Anticristo) leiam este artigo completo, recomendo que pegue sua biblia e...

Assuntos em Geral Fique Sabendo Religião Crenças Seitas Nova Ordem Mundial (Ocultismo) Biblias e Livros Misterios Mitos e Verdades Planeta Astrologia Ufologia Documentarios Entrevistas e Televisão Sonhos Simbologias e Objetividade Apocalipse Revelação Illuminatis e Maçons Profecias Reptilianos Mito ou Verdade Doenças Civilizações e Construções Apocrifos Banidos Lua e Sol Mensagens Subliminares Musicas Beneficios e Perigos Cidades Illuminatis e Outros Piramides no mundo Famosos e suas Crenças Ferramentas Estudo Biblico Terremotos Triângulo das Bermudas
Os Anticristo serão marcados por inteligência e poder de persuasão

Os Anticristo serão marcados por inteligência e poder de persuasão". (Daniel 7:8, 20; 8:23) Além disso, eles serão entendidos em intrigas, ou enigmas, o que significa que serão adeptos do...

Assuntos em Geral Fique Sabendo Religião Crenças Seitas Nova Ordem Mundial (Ocultismo) Biblias e Livros Misterios Mitos e Verdades Planeta Astrologia Ufologia Documentarios Entrevistas e Televisão Sonhos Simbologias e Objetividade Apocalipse Revelação Illuminatis e Maçons Profecias Reptilianos Mito ou Verdade Doenças Civilizações e Construções Apocrifos Banidos Lua e Sol Mensagens Subliminares Musicas Beneficios e Perigos Cidades Illuminatis e Outros Piramides no mundo Famosos e suas Crenças Ferramentas Estudo Biblico Terremotos Triângulo das Bermudas
Continue lendo...

Uso de analgésico pode estar ligado a câncer no rim

medicamentos analgésicos
Pessoas que tomam regularmente medicamentos analgésicos, como o ibuprofeno, podem estar sob maior risco de ter câncer de rim, de acordo com uma nova pesquisa.
As descobertas sugerem que quanto mais alguém usa esses medicamentos, chamados anti-inflamatórios não esteróides, ou AINEs, maior o risco de adquirir esse tipo de câncer.
Porém, não se pode provar que o uso de analgésico causa câncer, já que a diferença entre usuários regulares e não usuários no estudo foi pequena. Pesquisadores calcularam que, se há uma relação de causa e efeito, cerca de 10 mil pessoas teriam que tomar os medicamentos regularmente para uma pessoa ter câncer de rim.
Isso não significa que as pessoas que precisam dos medicamentos não devem tomá-los, especialmente por causa de seus potenciais benefícios em relação a outros tipos de câncer.
Os AINEs têm sido associados com uma redução de risco de diversos cânceres, incluindo colorretal, mama e próstata. A implicação mais importante desse estudo é que levanta a possibilidade de que os AINEs podem aumentar o risco de certos tipos de câncer também.
Além disso, as drogas são associadas a um risco aumentado de hemorragia no estômago.
Os pesquisadores levantaram dados de dois estudos com cerca de 125 mil enfermeiros e outros profissionais de saúde, que preencheram pesquisas a cada dois anos, até duas décadas. As pesquisas perguntaram aos participantes com que frequência eles tomavam analgésicos para a artrite e outras doenças, e também rastreou as pessoas que foram diagnosticadas com câncer de rim.
No total, 333 pessoas (cerca de 0,3%) tinham câncer nos rins. Pessoas que relataram tomar Tylenol ou aspirina regularmente (duas ou mais vezes por semana) não tinham mais chances de serem diagnosticadas com câncer de rim do que aqueles que não tomaram analgésicos.
No entanto, os participantes que tomavam os AINEs, incluindo o ibuprofeno (comercializado como Advil) e naproxeno (comercializado como Aleve), foram cerca de 50% mais suscetíveis a serem diagnosticados com o câncer.
O risco foi ainda maior em pessoas que tomaram AINEs regularmente por dez anos ou mais.
Até agora, os pesquisadores não conseguem explicar porque a aspirina não aumenta o risco de câncer no rim, mas outros AINEs sim, sendo que as drogas funcionam de maneira similar.
Ainda não se pode excluir a possibilidade de que outro fator esteja dirigindo a associação. Mas o fato de que os pesquisadores viram a ligação em duas populações diferentes de estudo faz com que eles estejam mais confiantes de que AINEs e câncer de rim estejam realmente relacionados.
Até o momento os resultados não devem conduzir a decisão de alguém sobre se deve ou não tomar analgésicos. Mas se o estudo for confirmado, riscos e benefícios devem ser considerados na hora de decidir quando dar AINE’s, especialmente para um longo período de tempo.
Continue lendo...

Alho previne resfriados, mito ou realidade?

Alho
Durante séculos, o alho foi exaltado não só por sua versatilidade na cozinha, mas também devido às suas propriedades medicinais.
Sejam quais forem as razões, estudos parecem dar suporte a um efeito do condimento. Cientistas britânicos acompanharam 146 adultos saudáveis por 12 semanas, de novembro a fevereiro, em um estudo publicado em 2001, com o método duplo cego (nem as cobaias nem os administradores do experimento sabiam que estava tomando placebo). Aqueles que foram aleatoriamente selecionados para receber um suplemento diário de alho tiveram 24 resfriados durante o período, comparado com 65 no grupo que recebeu placebo (pílula falsa, cuja substância não tem efeito algum no organismo).
O grupo do alho ficou doente durante 111 dias no total, enquanto que o outro grupo ficou mal por 366 dias. Ou seja, os que receberam o suplemento de alho regularmente também se recuperavam mais rapidamente.
Além do odor, os pesquisadores perceberam poucos efeitos colaterais, como náusea e erupções cutâneas.
Uma possível explicação para tantos benefícios é que um composto chamado alicina (óleo volátil sulfuroso), o principal componente biologicamente ativo do alho (é a substância que causa o odor característico do alimento), bloqueia enzimas que desempenham um papel em infecções bacterianas e virais. Ou talvez as pessoas que consumiram alho o suficiente simplesmente repeliram as demais pessoas, e assim ficaram livres de seus germes.
Em um relatório desse ano no The Cochrane Database of Systematic Reviews (em português, Banco de Dados de Revisões Sistemáticas Cochrane, em referência ao herói nacional do Reino Unido, Thomas Cochrane), cientistas que examinaram essa pesquisa argumentaram que, embora a evidência seja contundente em relação às propriedades preventivas do alho, mais estudos são necessários.
Eles colocaram que ainda não estava claro se faria alguma diferença ingerir alho bem no começo do resfriado, em vez de fazê-lo durante semanas antes de pegar a doença.
Conclui-se, então, que a pesquisa é limitada, mas que, mesmo assim, sugere que o alho pode realmente ajudar a afastar os resfriados.
hypescience
Continue lendo...

Mais Populares

 
Copyright © 2016 SAIBA TANANET • All Rights Reserved.
Template Design by ORIGINAIS OADM • Powered by Blogger
back to top