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25 março 2017

Exorcismo, O caso Emily Rose (Este não e um caso isolado)



Historia de Emily Rose

Anneliese Michael, foi uma jovem alemã que viveu com sua família católica na região de Klingenberg am Main (Alemanha), Anneliese  acreditava ter sido possuída por uma legião de demônios, sendo eles: Caim, Nero, Belial, Lúcifer, Hitler, Fleischmann , esse demônios são retratados no filme e sua autenticidade bastante questionável, tendo sido submetida a uma intensa série de sessões de exorcismo pelos padres Ernest Alt e Arnold Renz em1975 e 1976. 

O Caso Klingenberg, como passou a ser conhecido pelo grande público, deu origem a vários estudos e pesquisas, tanto de natureza teológica quanto científica, e serviu como inspiração para o filme O Exorcismo de Emily Rose.

Tratamento psiquiátrico
Anneliese começou a ter alucinações enquanto rezava. 
Ela também começou a ouvir vozes, que lhe diziam que ela era amaldiçoada. 
Em 1973, Anneliese estava sofrendo de depressão e considerando suicídio. 
O seu comportamento tornou-se cada vez mais bizarro.
O exorcismo
No verão de 1973, os pais de Anneliese foram até a paróquia local solicitando aos religiosos que submetessem a sua filha ao ritual de exorcismo. 
A princípio, o pedido foi negado, uma vez que a doutrina da Igreja Católica com respeito a essas práticas é muito restrita. 
Segundo a Igreja, dentre outras coisas, os possuídos devem ser capazes de falar línguas que nunca tenham estudado, manifestar poderes sobre naturais e mostrar grande aversão aos símbolos religiosos cristãos.
Algum tempo depois, o padre Ernst Alt, considerado um perito no assunto, conclui que Anneliese já reunia as condições suficientes para a realização do exorcismo, de acordo com os procedimentos prescritos no Rituale Romanum.
A Virgem Maria e Anneliese
Durante o tratamento, em um sonho Anneliese caminhou até o jardim e avistou uma imagem que ela dizia ser a Virgem Maria, na história ela teria recebido uma proposta da Virgem Maria, ela teria opção de se libertar dos demônios que possuiam o corpo dela, ou enfrentar seu destino e perder a vida.


Anneliese optou pelo martírio voluntário, alegando que seu exemplo enquanto possessa serviria de aviso a toda a humanidade de que o diabo existe e que nos ronda a todos, e que trabalhar pela própria salvação deve ser uma meta sempre presente. Ela afirmava que muitas pessoas diziam que Deus está morto, que haviam perdido a fé, então ela, com seu exemplo, lhes mostraria que o demônio age, e independe da fé das pessoas para isso.
Falecimento
Em 1 de julho de 1976, no dia em que Anneliese teria predito sua liberação, morreu enquanto dormia. À meia-noite, segundo o que afirmou, os demônios finalmente a deixaram e ela parou de ter convulsões. Anneliese foi dormir exausta, mas em paz, e nunca mais acordou, falecendo aos 23 anos de idade. A autópsia considerou o seu estado avançado de desnutrição e desidratação como a causa de sua morte por falência múltipla dos órgãos. Nesse dia, o seu corpo pesava pouco mais de trinta quilos.
Julgamento
Logo após  a morte de Anneliese, os padres Ernest Alt e Arnold Renz comunicaram a morte às autoridades locais que, imediatamente, abriram inquérito e procederam às investigações preliminares.

Os promotores públicos responsabilizaram os dois padres e os pais de Anneliese de homicídio causado por negligência médica. O bispo Josef Stangl, embora tivesse dado a autorização para o exorcismo, não foi indiciado pela promotoria em virtude de sua idade avançada e seu estado de saúde debilitado, vindo a falecer em 1979. Josef Stangl foi quem consagrou bispo o padre Joseph Ratzinger, que no futuro se tornaria o Papa Bento XVI.https://lh4.googleusercontent.com/_eRTOIs-bEAo/TbB--vt5ASI/AAAAAAAAD_g/7JCVLAFo06E/emilysss.png
O julgamento do processo, que passou a ser denominado como o Caso Klingenberg (em alemão: Fall Klingenberg), iniciou-se em 30 de março de 1978 e despertou grande interesse da opinião pública alemã. Perante o tribunal, os médicos afirmaram que a jovem não estava possuída, muito embora o Dr. Richard Roth, ao qual foi solicitado auxílio médico pelo padre Ernest Alt, teria feito a afirmação à época que não havia medicação eficaz contra a ação de forças demoníacas.
Segundo Elbson do Carmo, após a morte  de Anneliese,  “seus pais foram indiciados por homicídio culposo e omissão de socorro, e os dois padres exorcistas Ernst Alt e Arnold Renz sofreram as mesmas acusações.

Na visão cética

Acredita-se que  Anneliese se tratava apenas de uma moça com surtos de esquizofrenia, psicose e epilepsia, mas admitem que nem todos os sintomas que a moça tem são previstos.


O Exorcismo de Emily Rose (Título original em inglês: The Exorcism of Emily Rose) é um filme estadunidense de terror, lançado em 2005, baseado em um caso verídico ocorrido em Leiblfing, Alemanha, com Anneliese Michel, uma jovem católica que acreditava ter sido possuída por, pelo menos, seis demônios, tendo sido submetida a uma intensa série de sessões de exorcismo.

É considerado o primeiro filme do gênero terror e tribunal da história do cinema. Os nomes reais foram trocados, com a localização da narrativa mudada para osEstados Unidos.
O Filme é baseado em fatos reais.






(áudio original do exorcismo)

Legado




Em 1999, na cidade do Vaticano, o Cardeal Jorge Medina Estevez apresentou aos jornalistas a nova versão do Rituale Romanum, que vinha sendo usado pela Igreja Católica desde 1614. 

A nova versão, escrita em latim em 84 páginas com encadernação de couro carmim, veio depois de mais de dez anos de estudos e é denominada De exorcismis et supplicationibus quibusdam (em português: "De todos os gêneros de exorcismos e súplicas"). 

O Cardeal Estevez afirmou, durante a divulgação do rito reformado, que "a existência do demônio não é um ponto de vista, algo no qual se possa decidir acreditar ou não". 

O Papa João Paulo II aprovou o novo rito de exorcismo que agora é adotado em todo o mundo católico. 
 
Segundo o Cardeal Jacques Martin, ex-administrador da Casa Pontifícia, em seu livro My Six Popes, o próprio Papa João Paulo II teria realizado um exorcismo em 1982, expulsando um demônio de uma mulher italiana que lhe fora trazida contorcendo-se, gritando e lançando-se ao chão. 

O Papa João Paulo II teria ministrado ainda dois outros exorcismos durante o seu pontificado. 
 
Nos dias atuais, o túmulo de Anneliese Michel em Klingenberg am Main tornou-se um local de peregrinação para os cristãos que a consideram uma devota que experimentou extremos sacrifícios em um martírio voluntário para possibilitar a salvação espiritual de muitos.

 
Depois de uma missa dominical, ao lado do padre Bob Meets, Anna, a mãe de Anneliese, fez recentemente uma de suas poucas e breves declarações a imprensa: – “Não me arrependo do que fizemos, era o que tínhamos para combater aquele mal”. Apesar de ser um bom filme, “O Exorcismo de Emily Rose” desvia-se da verdadeira história de Anneliese.



Nos dias atuais, o túmulo de Anneliese Michel em Klingenberg am Main tornou-se um local de peregrinação para os cristãos que a consideram uma devota que experimentou extremos sacrifícios em um martírio voluntário para possibilitar a salvação espiritual de muitos.


Outros Casos de possessão e Exorcismo 

Clara Germana Cele: 

Fez um pacto com Satã em 1906. A jovem sul-africana contou sobre o acordo a um padre durante uma confissão. Quando estava “possuída” ela falava línguas que não conhecia e gritava de uma forma que assustava todos os que presenciaram. Sua voz não parecia de nenhuma pessoa ou animal conhecido. Pessoas que estavam presentes afirmaram ter visto a moça levitar vertical e horizontalmente.

 O ritual de exorcismo realizado por dois padres não foi nada tranquilo. Ela estava muito violenta, tanto que tomou a Bíblia da mão de um deles e tentou fazê-lo engolir o livro. O ritual foi considerado um sucesso e o demônio foi supostamente expulso do corpo de Clara.

Michael Taylor: 

Era um membro respeitável de uma irmandade cristã. Seu comportamento começou a mudar até um dia ele agredir verbalmente a líder do grupo. Michael admitiu que havia sentido o mal dentro dele. Seu comportamento foi piorando cada vez mais até que um dia os vigários locais tentaram curá-lo através de métodos cristãos de exorcismo. 

Depois de horas tentando ajudá-lo sem sucesso eles desistiram e mandaram Michael para casa. Ao chegar a sua residência ele matou sua esposa e seu cachorro. Quando foi encontrado ele estava completamente nú e coberto de sangue.

Robbie Mannheim:



Começou a ter problemas quando ainda era um garoto e foi passar uma noite na casa de sua avó. Ele ouviu sons estranhos e uma gravura de Jesus pregada na parede começou a tremer. Onze dias depois sua tia, a quem ele era muito apegado, morreu deixando o garoto desolado.

Em seu desespero ele tentou contatar sua tia no mundo dos mortos, o que lhe causou vários problemas e deu início ao pretenso caso de possessão. Inicialmente ele foi examinado por médicos e psiquiatras, mas nenhum resultado concreto foi obtido.  Foi então que sua família procurou o reverendo Luther Miles Schluze, que passou uma noite com Robbie para examinar seu caso.

Durante aquela noite o reverendo percebeu que vários objetos se moveram pelo quarto enquanto Robbie dormia. Ele foi levado ao reverendo William S. Bowdernm, que passou dois meses tratando o garoto em uma terapia que incluiu 30 rituais de exorcismo, o que o devolveu à normalidade. O caso de Robbie ficou muito famoso e inspirou o romance O Exorcista, de William Peter Blatty, que foi adaptado para o cinema e se tornou um clássico do terror.

George Lutkins:


Era um costureiro inglês que ficou conhecido por ter sido possuído por demônios. Tudo começou quando seu vizinho pediu ao pastor local para ajudar George, pois ele cantava músicas estranhas durante a noite e às vezes utilizando vozes que não soavam como a sua.

 O próprio costureiro confirmou que estava possuído por sete demônios e que precisaria de sete exorcismos para ser curado. Vários exorcistas tentaram ajudá-lo, mas somente após um ritual em 1778 aparentemente George estava livre de seu tormento, passando a viver uma vida tranquila.


Possessão demoníaca



O aprisionador controle e influência sobre uma pessoa por parte dum invisível espírito iníquo. Nos tempos bíblicos, os endemoninhados eram afligidos de várias maneiras: alguns ficavam mudos, outros cegos, outros agiam como lunáticos e outros possuíam força sobre-humana. Todos eram horrivelmente maltratados por estes tiranos invisíveis. (Mt 9:32; 12:22; 17:15; Mr 5:3-5; Lu 8:29; 9:42; 11:14; At 19:16) Suas vítimas incluíam homens, mulheres e crianças. (Mt 15:22; Mr 5:2) A agonia às vezes era maior quando muitos demônios se apoderavam da mesma pessoa ao mesmo tempo. (Lu 8:2, 30) Quando o demônio era expulso, a pessoa recobrava seu estado mental normal e sadio. Há uma diferença entre a possessão demoníaca e a doença física comum, pois Jesus curou ambos os tipos de distúrbios. — Mt 8:16; 17:18; Mr 1:32, 34.



Alguns dos maiores milagres de Jesus relacionavam-se com a libertação de pessoas possessas do cativeiro aos demônios. Estes eram impotentes diante dele. Mas, nem todos se alegravam com a sua obra de expulsar demônios. Os fariseus acusaram-no de estar mancomunado com o governante dos demônios, Belzebu, quando, na verdade, como Jesus indicou, eles mesmos eram a descendência do Diabo. (Mt 9:34; 12:24; Mr 3:22; Lu 11:15; Jo 7:20; 8:44, 48-52) Jesus sabia qual era a fonte do poder que lhe dava domínio sobre os demônios, e admitiu abertamente que se tratava do espírito de Jeová. (Mt 12:28; Lu 8:39; 11:20) Os próprios demônios reconheciam a identidade de Jesus e dirigiam-se a ele como o “Filho de Deus”, “o Santo de Deus” e “Jesus, Filho do Deus Altíssimo”. (Mt 8:29; Mr 1:24; 3:11; 5:7; Lu 4:34, 41; At 19:15; Tg 2:19) No entanto, em nenhum momento Jesus permitiu que testemunhassem em seu favor. (Mr 3:12) Por outro lado, certo homem que fora libertado do poder dos demônios foi incentivado a declarar a seus parentes ‘todas as coisas que Jeová fizera por ele’. — Mr 5:18-20.

Jesus deu também a seus 12 apóstolos autoridade sobre os demônios e, mais tarde, aos 70 que ele enviou, de modo que, em nome de Jesus, estes também puderam curar os possessos de demônios. (Mt 10:8; Mr 3:15; 6:13; Lu 9:1; 10:17) Até mesmo certa pessoa que não era associado íntimo de Jesus ou de seus apóstolos conseguiu exorcismar um demônio à base do nome de Jesus. (Mr 9:38-40; Lu 9:49, 50) Depois da morte de Jesus, os apóstolos continuaram a ter este poder. Paulo expulsou um “demônio de adivinhação” duma jovem escrava, para grande ira de seus donos amantes do dinheiro. (At 16:16-19) Mas, quando certos impostores, os sete filhos do sacerdote Ceva, tentaram expulsar um demônio em nome de ‘Jesus, a quem Paulo pregava’, o homem possesso de demônio agarrou os sete e espancou-os duramente, deixando-os nus. — At 19:13-16.

Não raro, a conduta bravia e incontrolável de pessoas mentalmente desequilibradas deve-se à possessão por parte desses lacaios invisíveis de Satanás. Vez por outra relata-se que médiuns espíritas expulsam estes demônios; isto faz lembrar o que Jesus disse: “Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não . . . expulsamos demônios em teu nome . . .?’ Contudo, eu lhes confessarei então: Nunca vos conheci!” (Mt 7:22, 23) Imperiosos motivos, portanto, para acatarmos o conselho: “Sede vigilantes”, e: “Revesti-vos da armadura completa de Deus, para que vos possais manter firmes contra as maquinações do Diabo” e seus demônios. — 1Pe 5:8; Ef 6:11.




A seguir você pode conferir quatro casos aterrorizantes de supostas possessões demoníacas — as quais algumas se transformaram em títulos cinematográficos 1 – Julia Fonte da imagem: Reprodução/trutv É muito raro que episódios de possessão sejam descritos por cientistas, já que normalmente são encarados como resultado de problemas mentais ou simples fraudes. No entanto, em 2008,...




Atualização :


Possessão demoníaca - Controle e influência sobre uma pessoa



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22 março 2017

CONHEÇA OS ENGANOS DO OCULTISMO: PREPARE-SE PARA A SUA BUSCA PELA VERDADE

Se olhar para o céu em busca de sinais e presságios sobre o futuro parecer intangível, há outros métodos mais pronta e facilmente acessíveis aos que se aventuram na arte de adivinhação. O Zohar, ou Sefer ha-zohar (em hebraico: Livro do Esplendor), um texto do século 13 sobre misticismo judaico, dizia: “No firmamento que envolve o universo, vemos muitas configurações formadas pelas estrelas e planetas....
Uma vez estabelecida a crença de que o mundo inanimado estava cheio de espíritos, bons e maus, isso facilmente levou ao passo seguinte — tentativas de comunicar-se com os bons em busca de orientação e bênçãos, e de apaziguar os maus. O resultado foi a prática da magia, que tem florescido a bem dizer em toda nação, passada e presente. — Gênesis 41:8; Êxodo 7:11, 12; Deuteronômio 18:9-11, 14; Isaías...
A magia não raro é empregada para descobrir informações ocultas ou para divisar o futuro por meio de sinais e presságios. Isto é conhecido como adivinhação, e os babilônios destacavam-se nisso. Segundo o livro Magia, Supernaturalismo e Religião (em inglês), “eles eram mestres nas artes da presciência, predizendo o futuro à base do fígado e dos intestinos de animais abatidos, do fogo e da fumaça...
A vida das pessoas nos tempos primitivos parecia envolta em mistérios. Viviam cercadas de eventos inexplicáveis e desconcertantes. Por exemplo, não podiam entender por que uma pessoa perfeitamente robusta devesse subitamente adoecer, ou por que o céu deixaria de dar chuva na época costumeira, ou por que uma árvore desfolhada, aparentemente sem vida, devesse ficar verde e cheia de vida numa determinada...
Contrário ao que talvez afirmem os evolucionistas, o ser humano tem uma dimensão espiritual que o torna diferente e superior em relação às criaturas inferiores. Ele nasce com a ânsia de desvendar o desconhecido. Está sempre às voltas com perguntas tais como: Qual é o sentido da vida? O que acontece após a morte? Qual é a relação do homem com o mundo material e, na realidade, com o universo? Ele...
É natural que cada um queira saber o que o futuro reserva. O desejo de ter sucesso e evitar o que é prejudicial é também universal. É por isso que as pessoas através das eras têm recorrido a espíritos e deidades em busca de orientação.  Ao assim fazerem, envolveram-se em espiritismo, magia, astrologia e outras práticas supersticiosas.  As pessoas no passado usavam amuletos...
O funcionamento ordeiro do sol, da lua, das estrelas e dos planetas há muito tem sido uma fonte de fascínio para as pessoas na terra. Descobriram-se na Mesopotâmia catálogos de estrelas que remontam a 1800 AEC. Baseados em tais informações, os babilônios conseguiam prever muitos eventos astronômicos, como eclipses lunares, o nascimento e o ocaso de constelações e certos movimentos dos planetas....
“HOMENS de Atenas, eu observei que em todas as coisas pareceis mais dados ao temor das deidades do que os outros.” (Atos 17:22)  Foi isso que o apóstolo cristão Paulo disse a uma multidão reunida no Areópago, ou Colina de Marte, na antiga cidade de Atenas, Grécia. Paulo disse isso porque havia percebido que “a cidade estava cheia de ídolos”. (Atos 17:16) O que havia visto ele? 2 Sem...

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O FUTURO POR MEIO DE SINAIS E PRESSÁGIOS, UM ENGANO!

profecias
A magia não raro é empregada para descobrir informações ocultas ou para divisar o futuro por meio de sinais e presságios. Isto é conhecido como adivinhação, e os babilônios destacavam-se nisso. Segundo o livro Magia, Supernaturalismo e Religião (em inglês), “eles eram mestres nas artes da presciência, predizendo o futuro à base do fígado e dos intestinos de animais abatidos, do fogo e da fumaça e do brilho de pedras preciosas; prediziam eventos à base do burburinho de fontes e do formato de plantas. . . . Sinais atmosféricos, chuva, nuvens, vento e relâmpagos eram interpretados como presságios; o estalo de móveis e painéis de madeira prediziam eventos futuros. . . . Moscas e outros insetos, bem como cachorros, eram portadores de mensagens ocultas”.


O livro bíblico de Ezequiel relata que numa certa campanha militar, “o rei de Babilônia parou na encruzilhada, na cabeceira dos dois caminhos, para recorrer à adivinhação. Sacudiu as flechas. Indagou por meio dos terafins; examinou o fígado”. (Ezequiel 21:21) Conjuradores, feiticeiros e sacerdotes-magos eram também uma constante na corte babilônica. — Daniel 2:1-3, 27, 28.

Os povos de outras nações, tanto orientais como ocidentais, também recorriam a muitas formas de adivinhação. Os gregos consultavam seus oráculos com relação a grandes eventos políticos bem como assuntos temporais pessoais, como casamento, viagens e filhos. O mais famoso desses era o oráculo de Delfos. As respostas, supostamente do deus Apolo, eram dadas através da sacerdotisa, ou Pítia, em sons ininteligíveis, sendo interpretados pelos sacerdotes como criando versos ambíguos. Um exemplo clássico foi a resposta dada a Creso, rei da Lídia, que dizia: “Se Creso cruzar o Hális, ele destruirá um poderoso império.” Aconteceu que o poderoso império destruído foi o dele mesmo. Creso foi derrotado por Ciro, o persa, quando cruzou o rio Hális para invadir a Capadócia.

No Ocidente, a arte da adivinhação atingiu o apogeu com os romanos, que se preocupavam com presságios e portentos em praticamente tudo o que faziam. Pessoas de todas as camadas sociais criam na astrologia, na feitiçaria, em talismãs, na leitura da sorte e em muitas outras formas de adivinhação. E, segundo um especialista em história romana, Edward Gibbon, “as várias modalidades de adoração que prevaleciam no mundo romano eram consideradas igualmente verdadeiras pelo povo”. O famoso estadista e orador Cícero era perito em procurar presságios no vôo das aves. O historiador romano Petrônio observou que, a julgar pela profusão de religiões e cultos em algumas cidades romanas, deve ter havido mais deuses do que pessoas nelas.

Na China, foram escavados mais de 100.000 pedaços de ossos e conchas de oráculo datados do segundo milênio AEC (dinastia Xang). Eram usados pelos sacerdotes xang na busca de orientação divina para tudo, das condições do tempo ao movimento de tropas. Os sacerdotes escreviam perguntas nesses ossos, numa escrita antiga. Daí, esquentavam os ossos, examinavam as rachaduras que surgiam e anotavam as respostas nos mesmos ossos. Alguns estudiosos crêem que desses antigos caracteres desenvolveu-se a escrita chinesa.

O mais bem-conhecido tratado chinês sobre adivinhação é o I Ching (Cânone de Mudanças), alegadamente escrito pelos dois primeiros imperadores Chou, Wen Wang e Chou Kung, no século 12 AEC. Ele contém detalhadas explicações sobre a interação das duas forças opostas, yin e yang, (escuro-claro, negativo-positivo, feminino-masculino, lua-sol, terra-céu, e assim por diante), que muitos chineses ainda crêem que sejam os princípios controladores por trás de todos os assuntos da vida. Apresenta o conceito de que tudo está sempre mudando e que nada é permanente. Para ter êxito em qualquer empreendimento, a pessoa tem de aperceber-se de todas as mudanças do momento e agir concordemente. Assim, as pessoas fazem perguntas, lançam sortes, e daí recorrem ao I Ching em busca de respostas. No decorrer dos séculos, o I Ching tem sido a base para todo tipo de leitura da sorte, geomancia e outras formas de adivinhação na China.

Arranjo: Jhero 
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02 janeiro 2017

UM ERRO: EM BUSCA DO DESCONHECIDO ATRAVÉS DA MAGIA E DO ESPIRITISMO

Dominio Espiritual saia da ignorancia[3]
“HOMENS de Atenas, eu observei que em todas as coisas pareceis mais dados ao temor das deidades do que os outros.” (Atos 17:22) 


Foi isso que o apóstolo cristão Paulo disse a uma multidão reunida no Areópago, ou Colina de Marte, na antiga cidade de Atenas, Grécia. Paulo disse isso porque havia percebido que “a cidade estava cheia de ídolos”. (Atos 17:16) O que havia visto ele?

2 Sem dúvida, Paulo havia visto uma diversidade de deuses gregos e romanos naquela cidade cosmopolita, e era óbvio que a vida do povo girava em torno da adoração das deidades. Temendo que involuntariamente deixassem de venerar alguma deidade importante ou poderosa, que por isso poderia enfurecer-se, os atenienses incluíam na sua adoração até mesmo “um Deus Desconhecido”. (Atos 17:23) Isso era um claro indicativo do temor que eles tinham às deidades.

3 Naturalmente, o temor às deidades, em especial às desconhecidas, não se limitava aos atenienses do primeiro século. Por milhares de anos, tal temor tem dominado praticamente toda a humanidade. Em muitas partes do mundo, quase todo aspecto da vida das pessoas é direta ou indiretamente envolvido com alguma deidade ou com espíritos. Como vimos no capítulo anterior, a mitologia dos antigos egípcios, gregos, romanos, chineses e outros, arraigava-se profundamente em conceitos a respeito de deuses e espíritos, que desempenhavam um papel importante nos assuntos pessoais e nacionais. Na Idade Média, histórias sobre alquimistas, feiticeiros e bruxas grassavam no domínio da cristandade. E a situação é um tanto similar hoje.
Modernos Rituais e Superstições

4 Quer se dêem conta disso, quer não, muitas das coisas que as pessoas fazem têm ligação com práticas ou crenças supersticiosas, algumas delas tendo relação com deidades ou espíritos. Por exemplo, sabia que a celebração de aniversários de nascimento origina-se na astrologia, que dá grande importância à data exata do nascimento da pessoa? Que dizer do bolo de aniversário? Parece estar relacionado com a deusa grega Ártemis, cujo natalício era celebrado com bolos de mel em forma de lua, com velas sobre eles. Ou, sabia que vestir-se de preto nos funerais era originalmente um ardil para burlar a atenção de espíritos maus que alegadamente estariam de tocaia em tais ocasiões? Alguns negros africanos pintam-se de branco, e pessoas de luto em outros países usam roupas de cores incomuns para que os espíritos não as reconheçam.

5 Além desses costumes populares, pessoas em toda a parte têm suas superstições e temores. No Ocidente, quebrar um espelho, avistar um gato preto, passar por baixo de uma escada e, dependendo de onde você vive, a terça ou a sexta-feira 13, são encarados como mau agouro. No Oriente, os japoneses usam o quimono com a parte esquerda sobreposta à direita, pois o contrário é reservado para cadáveres. As casas não têm janelas nem portas no lado nordeste, para que os demônios, que alegadamente vêm dessa direção, não encontrem a entrada. Nas Filipinas, as pessoas tiram o sapato dos mortos e o colocam ao lado das pernas antes do sepultamento, para que “São” Pedro os receba bem. Pessoas idosas dizem aos jovens que se comportem, alegando que a figura na lua é “São” Miguel, observando e anotando as suas ações.

6 A crença em espíritos e deidades, contudo, não se limita a costumes e superstições aparentemente inofensivos. Tanto nas primitivas como nas modernas sociedades, as pessoas têm lançado mão de vários métodos para controlar ou apaziguar os espíritos temíveis e ganhar o favor dos benevolentes. Naturalmente, a primeira imagem que talvez nos venha à mente seja a de pessoas em selvas e montanhas remotas, que consultam médiuns espíritas, curandeiros e xamãs (sacerdotes-magos) quando estão doentes ou em sérias dificuldades. Mas, pessoas que vivem em cidades, grandes e pequenas, também recorrem a astrólogos, médiuns, cartomantes e adivinhos para saber o futuro ou receber ajuda em tomar decisões importantes. Alguns, mesmo pertencendo nominalmente a uma ou outra religião, dedicam-se com entusiasmo a tais práticas. Muitos outros têm feito do espiritismo, da magia negra e do ocultismo a sua religião.

7 Qual é a fonte ou origem de todas essas práticas e superstições? São apenas maneiras diferentes de chegar-se a Deus? E, o mais importante, que fazem elas em benefício dos que as seguem? Para achar a resposta a tais perguntas, temos de remontar ao passado na história do homem e obter um relance de suas primitivas formas de adoração.

Em Busca do Desconhecido

8 Contrário ao que talvez afirmem os evolucionistas, o ser humano tem uma dimensão espiritual que o torna diferente e superior em relação às criaturas inferiores. Ele nasce com a ânsia de desvendar o desconhecido. Está sempre às voltas com perguntas tais como: Qual é o sentido da vida? O que acontece após a morte? Qual é a relação do homem com o mundo material e, na realidade, com o universo? Ele é impelido também pelo desejo de alcançar algo mais elevado ou mais poderoso do que ele próprio, para que de algum modo possa controlar o seu meio ambiente e a sua vida. — Salmo 8:3, 4; Eclesiastes 3:11; Atos 17:26-28.

9 Ivar Lissner, em seu livro Man, God and Magic (O Homem, Deus e a Magia) colocou isso da seguinte maneira: 

“Não deixa de causar admiração a perseverança com que o homem se tem esforçado, no decorrer de sua história, de ir além dos limites de si mesmo. Suas energias jamais foram orientadas unicamente na direção das necessidades da vida. Sempre procurando, tateando adiante em seu caminho, aspirando o inatingível. Este anseio estranho e inerente no ser humano é sua espiritualidade.”

10 Naturalmente, os que não crêem em Deus não encaram o assunto dessa maneira. Em geral atribuem essa tendência humana às necessidades do homem, psicológicas ou outras, como vimos no Capítulo 2. Contudo, não sabemos todos nós que, diante do perigo ou de uma situação desesperadora, a primeira reação da maioria das pessoas é recorrer a Deus ou a algum poder superior em busca de ajuda? Tem sido assim tanto hoje como em tempos idos. Portanto, Lissner prosseguiu: 

“Ninguém que pesquisou entre os mais antigos povos primitivos pode deixar de ver que todos eles concebiam a existência de Deus, que tinham uma vívida percepção da existência de um ser supremo.”

11 De que modo tentavam satisfazer esse desejo inato de chegar ao desconhecido era um caso bem diferente. Caçadores e criadores de gado nômades estremeciam diante da força dos animais selvagens. Agricultores atentavam especialmente às mudanças do tempo e das estações. 

Os habitantes das selvas reagiam de maneira muito diferente daqueles que viviam nos desertos ou nas montanhas. Em face desses variados temores e necessidades, as pessoas criaram uma estonteante variedade de práticas religiosas através das quais esperavam apelar aos deuses benevolentes e apaziguar os temíveis.

12 Apesar da grande diversidade, porém, é possível reconhecer certos aspectos comuns nessas práticas religiosas. Entre estes, a reverência e o temor para com espíritos sagrados e poderes sobrenaturais, o uso da magia, a adivinhação do futuro através de sinais e agouros, a astrologia e variados métodos de ler a sorte. Examinando tais aspectos, veremos que eles têm desempenhado um papel importante em moldar o pensamento religioso das pessoas em todo o mundo e em todas as eras, incluindo até mesmo pessoas hoje em dia.

Espíritos Sagrados e Poderes Sobrenaturais

13 A vida das pessoas nos tempos primitivos parecia envolta em mistérios. Viviam cercadas de eventos inexplicáveis e desconcertantes. Por exemplo, não podiam entender por que uma pessoa perfeitamente robusta devesse subitamente adoecer, ou por que o céu deixaria de dar chuva na época costumeira, ou por que uma árvore desfolhada, aparentemente sem vida, devesse ficar verde e cheia de vida numa determinada época do ano. Até mesmo a sombra, os batimentos do coração e a respiração da pessoa eram mistérios.

14 Considerando a inclinação espiritual inata do homem, seria natural que ele atribuísse tais coisas e acontecimentos misteriosos a algum poder sobrenatural. Contudo, faltando-lhe a correta orientação e entendimento, seu mundo logo passou a ficar repleto de almas, espíritos, fantasmas e demônios. Por exemplo, os índios algonquianos, da América do Norte, chamam a alma da pessoa de otahchuk, que significa “sua sombra”, e os malaios do sudeste da Ásia crêem que, quando um homem morre, a sua alma escapa através das narinas. Hoje, a crença em espíritos e almas que partiram — e tentativas de se comunicar com eles de alguma maneira — são praticamente universais.

15 Da mesma maneira, outras coisas no ambiente natural — sol, lua, estrelas, oceanos, rios, montanhas — pareciam estar vivas e exercer uma influência direta sobre as atividades humanas. Visto que tais coisas pareciam ocupar um mundo à parte, foram personificadas como espíritos e deidades, alguns benevolentes e prestimosos, outros iníquos e danosos. A adoração de coisas criadas veio a ocupar um lugar de destaque em quase todas as religiões.

16 Encontramos crenças desse tipo nas religiões de praticamente toda civilização antiga. Os babilônios e os egípcios adoravam seus deuses do sol, da lua e das constelações. Animais domésticos e selvagens também figuravam entre seus objetos de veneração. Os hindus se notabilizam por seu panteão de deuses, que chegam a milhões. Os chineses sempre tiveram suas montanhas sagradas e seus deuses-rio, e eles expressam a sua devoção filial na adoração de antepassados. Os antigos druidas das Ilhas Britânicas consideravam sagrados os carvalhos, e reverenciavam em especial o visco que crescia no carvalho. Mais tarde, os gregos e os romanos deram a sua contribuição; e a crença em espíritos, deidades, almas, demônios e objetos sagrados de todo tipo ficou solidamente entrincheirada.

17 Embora alguns hoje possam encarar essas crenças como superstições, tais conceitos ainda estão presentes nas práticas religiosas de muitas pessoas em todo o mundo. Algumas ainda crêem que certas montanhas, rios, rochas de configuração estranha, árvores velhas e numerosas outras coisas sejam sagradas, e elas as adoram como objetos de devoção. Constroem altares, santuários e templos nesses lugares. Por exemplo, o rio Ganges é sagrado para os hindus, cujo mais acalentado desejo é banhar-se nele quando em vida e terem suas cinzas espalhadas sobre ele quando morrem. Os budistas consideram uma extraordinária experiência adorar no santuário em Buda Gaia, Índia, onde se diz que o Buda foi iluminado debaixo de uma figueira-dos-pagodes. Católicos vão de joelhos à Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, ou banham-se nas águas “sagradas” do santuário de Lourdes, na França, em busca de curas milagrosas. Venerar coisas criadas, em vez de o Criador, ainda é muito comum hoje. — Romanos 1:25.

A Ascensão da Magia

18 Uma vez estabelecida a crença de que o mundo inanimado estava cheio de espíritos, bons e maus, isso facilmente levou ao passo seguinte — tentativas de comunicar-se com os bons em busca de orientação e bênçãos, e de apaziguar os maus. O resultado foi a prática da magia, que tem florescido a bem dizer em toda nação, passada e presente. — Gênesis 41:8; Êxodo 7:11, 12; Deuteronômio 18:9-11, 14; Isaías 47:12-15; Atos 8:5, 9-13; 13:6-11; 19:18, 19.

19 No sentido mais básico, magia é uma tentativa de controlar ou coagir as forças naturais ou sobrenaturais para cumprir os mandos do homem. Desconhecendo a causa real de muitos acontecimentos cotidianos, as pessoas nas primitivas sociedades criam que a repetição de certas palavras mágicas ou encantamentos, ou a realização de algum ritual, poderiam produzir certos efeitos desejados. O que dava credibilidade a esse tipo de magia era que alguns dos rituais realmente davam certo. Por exemplo, os curandeiros — basicamente mágicos ou feiticeiros — das ilhas Mentavai, a oeste de Sumatra, eram tidos como surpreendentemente eficazes em curar pessoas que sofriam de diarréia. A sua fórmula mágica era fazer com que os doentes se deitassem com o rosto em terra perto da beirada de um penhasco, lambendo o solo de vez em quando. Por que dava certo? O solo nos penhascos continha caulim, a argila branca comumente usada em alguns dos modernos remédios contra a diarréia.

20 Uns poucos êxitos desse tipo rapidamente anulavam todos os fracassos e estabeleciam a reputação dos curandeiros. Estes logo se transformavam em personagens que gozavam de admiração e alta estima — sacerdotes, chefes, xamãs, pajés, feiticeiros, médiuns. As pessoas levavam a eles os seus problemas, buscando a cura e a prevenção de doenças, encontrar itens perdidos, identificar ladrões, afastar más influências e executar vingança. Por fim, veio a existir um grande conjunto de práticas e rituais supersticiosos que tinham a ver com estes assuntos bem como com outras ocorrências na vida, como nascimento, atingir a maioridade, noivado, casamento, morte e sepultamento. O poder e o mistério da magia logo dominavam todo aspecto da vida das pessoas.

Danças da Chuva e Encantamentos

21 Apesar da enorme variedade de práticas de magia dos diferentes povos, os conceitos básicos por trás delas são notavelmente similares. Primeiro, existe a crença de que o semelhante produz o semelhante, ou seja, que um desejado efeito pode ser produzido por imitá-lo. Isto é às vezes chamado de magia imitativa. Por exemplo, quando a falta de chuva ameaçava as suas plantações, os índios omaha, da América do Norte, dançavam em volta de uma vasilha de água. Daí, um deles punha na boca um pouco da água e cuspia no ar, imitando um borrifo ou chuvisco. Ou, talvez um homem rolasse no chão, como um urso ferido, para garantir uma bem-sucedida caça ao urso.

22 Outros povos tinham rituais mais complexos, incluindo cantos e oferendas. Os chineses faziam um grande dragão de papel ou de madeira, seu deus da chuva, e carregavam-no em procissão, ou, então, tiravam a imagem de sua deidade do templo e colocavam-na ao sol, para que sentisse o calor e talvez enviasse chuva. O ritual do povo ngoni, da África Oriental, inclui despejar cerveja numa vasilha enterrada no solo num templo da chuva e daí orar: “Senhor Chauta, endureceste o coração contra nós, que queres que façamos? Certamente teremos de perecer. Dá chuvas a teus filhos; eis a cerveja que te demos.” Daí eles bebem o restante da cerveja. Seguem-se cantos e danças e o agitamento de galhos mergulhados em água.

23 Outro conceito por trás das práticas de magia é que os objetos que pertenceram a uma pessoa continuam a influenciá-la, mesmo depois de separados dela. Isto levou à prática de jogar um feitiço na pessoa, fazendo um trabalho em algo que outrora pertencia a ela. Mesmo na Europa e na Inglaterra dos séculos 16 e 17, as pessoas ainda criam em bruxas e feiticeiros, que poderiam prejudicar as pessoas com esse tipo de poder. As técnicas incluíam coisas como fazer um boneco de cera duma pessoa e espetar alfinetes nele, escrever o nome da pessoa num pedaço de papel e daí queimá-lo, enterrar uma peça de seu vestuário, ou fazer outros trabalhos com seus cabelos, pedacinhos de unha, suor ou até mesmo excremento. Pode-se ver o alcance destas e de outras práticas do fato de que, na Inglaterra, promulgaram-se Atos do Parlamento em 1542, 1563 e 1604, declarando a bruxaria um crime passível de pena de morte. De uma forma ou de outra, esse tipo de magia tem sido praticado pelas pessoas a bem dizer em todas as nações, ao longo das eras.

O Futuro Por Meio de Sinais e Presságios

24 A magia não raro é empregada para descobrir informações ocultas ou para divisar o futuro por meio de sinais e presságios. Isto é conhecido como adivinhação, e os babilônios destacavam-se nisso. Segundo o livro Magia, Supernaturalismo e Religião (em inglês), 

“eles eram mestres nas artes da presciência, predizendo o futuro à base do fígado e dos intestinos de animais abatidos, do fogo e da fumaça e do brilho de pedras preciosas; prediziam eventos à base do burburinho de fontes e do formato de plantas. . . . Sinais atmosféricos, chuva, nuvens, vento e relâmpagos eram interpretados como presságios; o estalo de móveis e painéis de madeira prediziam eventos futuros. . . . Moscas e outros insetos, bem como cachorros, eram portadores de mensagens ocultas”.

25 O livro bíblico de Ezequiel relata que numa certa campanha militar, “o rei de Babilônia parou na encruzilhada, na cabeceira dos dois caminhos, para recorrer à adivinhação. Sacudiu as flechas. Indagou por meio dos terafins; examinou o fígado”. (Ezequiel 21:21) Conjuradores, feiticeiros e sacerdotes-magos eram também uma constante na corte babilônica. — Daniel 2:1-3, 27, 28.

26 Os povos de outras nações, tanto orientais como ocidentais, também recorriam a muitas formas de adivinhação. Os gregos consultavam seus oráculos com relação a grandes eventos políticos bem como assuntos temporais pessoais, como casamento, viagens e filhos. O mais famoso desses era o oráculo de Delfos. As respostas, supostamente do deus Apolo, eram dadas através da sacerdotisa, ou Pítia, em sons ininteligíveis, sendo interpretados pelos sacerdotes como criando versos ambíguos. Um exemplo clássico foi a resposta dada a Creso, rei da Lídia, que dizia: “Se Creso cruzar o Hális, ele destruirá um poderoso império.” Aconteceu que o poderoso império destruído foi o dele mesmo. Creso foi derrotado por Ciro, o persa, quando cruzou o rio Hális para invadir a Capadócia.

27 No Ocidente, a arte da adivinhação atingiu o apogeu com os romanos, que se preocupavam com presságios e portentos em praticamente tudo o que faziam. Pessoas de todas as camadas sociais criam na astrologia, na feitiçaria, em talismãs, na leitura da sorte e em muitas outras formas de adivinhação. E, segundo um especialista em história romana, Edward Gibbon, 

“as várias modalidades de adoração que prevaleciam no mundo romano eram consideradas igualmente verdadeiras pelo povo”. 

O famoso estadista e orador Cícero era perito em procurar presságios no vôo das aves. O historiador romano Petrônio observou que, a julgar pela profusão de religiões e cultos em algumas cidades romanas, deve ter havido mais deuses do que pessoas nelas.

28 Na China, foram escavados mais de 100.000 pedaços de ossos e conchas de oráculo datados do segundo milênio AEC (dinastia Xang). Eram usados pelos sacerdotes xang na busca de orientação divina para tudo, das condições do tempo ao movimento de tropas. Os sacerdotes escreviam perguntas nesses ossos, numa escrita antiga. Daí, esquentavam os ossos, examinavam as rachaduras que surgiam e anotavam as respostas nos mesmos ossos. Alguns estudiosos crêem que desses antigos caracteres desenvolveu-se a escrita chinesa.

29 O mais bem-conhecido tratado chinês sobre adivinhação é o I Ching (Cânone de Mudanças), alegadamente escrito pelos dois primeiros imperadores Chou, Wen Wang e Chou Kung, no século 12 AEC. Ele contém detalhadas explicações sobre a interação das duas forças opostas, yin e yang, (escuro-claro, negativo-positivo, feminino-masculino, lua-sol, terra-céu, e assim por diante), que muitos chineses ainda crêem que sejam os princípios controladores por trás de todos os assuntos da vida. Apresenta o conceito de que tudo está sempre mudando e que nada é permanente. Para ter êxito em qualquer empreendimento, a pessoa tem de aperceber-se de todas as mudanças do momento e agir concordemente. Assim, as pessoas fazem perguntas, lançam sortes, e daí recorrem ao I Ching em busca de respostas. No decorrer dos séculos, o I Ching tem sido a base para todo tipo de leitura da sorte, geomancia e outras formas de adivinhação na China.

Da Astronomia à Astrologia

30 O funcionamento ordeiro do sol, da lua, das estrelas e dos planetas há muito tem sido uma fonte de fascínio para as pessoas na terra. Descobriram-se na Mesopotâmia catálogos de estrelas que remontam a 1800 AEC. Baseados em tais informações, os babilônios conseguiam prever muitos eventos astronômicos, como eclipses lunares, o nascimento e o ocaso de constelações e certos movimentos dos planetas. Egípcios, assírios, chineses, indianos, gregos, romanos e outros povos antigos, também observavam o céu e mantinham detalhados registros de eventos astronômicos. À base desses registros eles elaboravam seus calendários e programavam as suas atividades anuais.

31 À base de observações astronômicas, percebeu-se que certos eventos na terra pareciam sincronizar-se com certos eventos celestes. Por exemplo, a mudança de estações seguia de perto o movimento do sol, o fluxo e refluxo das marés acontecia segundo as fases da lua e a inundação anual do Nilo sempre se seguia ao aparecimento de Sírius, a estrela mais brilhante. A dedução lógica foi que os corpos celestes desempenhavam um papel significativo na causa destes e de outros eventos na terra. De fato, os egípcios chamavam Sírius de Formadora do Nilo. A idéia de que as estrelas influenciavam os eventos na terra rapidamente levou ao conceito de que os corpos celestes poderiam ser usados para predizer o futuro. Assim, a astronomia fez surgir a astrologia. Logo, reis e imperadores mantinham astrólogos oficiais nas cortes para consultar as estrelas concernente a importantes assuntos nacionais. Mas, o povo comum também recorria às estrelas com respeito à sua sorte pessoal.

32 Os babilônios, mais uma vez, entram em cena. Eles encaravam as estrelas como morada celestial dos deuses, assim como os templos eram suas moradas terrestres. Isto fez surgir o conceito de agrupar as estrelas em constelações, bem como a crença de que os distúrbios nos céus, tais como os eclipses ou a aparição de certas estrelas ou cometas brilhantes, pressagiavam tristeza e guerra na terra. Centenas de relatórios de astrólogos a reis foram encontrados entre os artefatos escavados na Mesopotâmia. Alguns destes diziam, por exemplo, que um iminente eclipse lunar era sinal de que certo inimigo sofreria derrota, ou que o aparecimento de certo planeta numa determinada constelação seria prenúncio de “grande ira” na terra.

33 Até que ponto os babilônios fiavam-se nessa forma de adivinhação vê-se também nas palavras censuradoras do profeta Isaías contra eles, ao predizer a destruição de Babilônia: “Fica, pois, com os teus encantamentos e com a abundância das tuas feitiçarias em que labutaste desde a tua mocidade . . . Que se ponham de pé, pois, e que te salvem, os adoradores dos céus, os contempladores das estrelas, os que divulgam conhecimento nas luas novas a respeito das coisas que virão sobre ti.” — Isaías 47:12, 13.

34 De Babilônia a astrologia foi exportada para o Egito, Assíria, Pérsia, Grécia, Roma e Arábia. No Oriente, os hindus e os chineses também tinham seus apurados sistemas de astrologia. Os “magos” que segundo o evangelista Mateus foram ver o menino Jesus eram “astrólogos das regiões orientais”. (Mateus 2:1, 2) Alguns estudiosos crêem que estes astrólogos talvez fossem da escola caldaica e medo-persa de astrologia, de Pártia, que havia sido província da Pérsia, transformando-se mais tarde no independente Império Parto.

35 Foram os gregos, porém, que deram à astrologia a sua forma atual. No segundo século EC, Cláudio Ptolomeu, astrônomo grego de Alexandria, Egito, reuniu todas as existentes informações astrológicas em quatro livros, chamados Tetrabiblos, que têm servido como texto básico de astrologia até hoje. Disso desenvolveu-se o que é comumente chamado de astrologia natal, isto é, um sistema para predizer o futuro duma pessoa estudando a sua carta de nascimento, ou horóscopo — um mapa que mostra a posição do sol, da lua e de vários planetas entre as constelações, conforme visto da localidade em que a pessoa nasceu e no momento de seu nascimento.

36 Por volta dos séculos 14 e 15, a astrologia já ganhara ampla aceitação no Ocidente. Universidades ensinavam-na como disciplina, o que exigia conhecimento prático de línguas e matemática. Os astrólogos eram considerados eruditos. Os escritos de Shakespeare fazem muitas alusões às influências astrológicas nos assuntos humanos. Todas as cortes reais e muitos nobres mantinham astrólogos particulares para pronta consulta. Dificilmente empreendia-se um projeto — guerra, construção, negócios, ou viagem — sem primeiro consultar as estrelas. A astrologia tornara-se respeitável.

37 Ainda que o trabalho de astrônomos como Copérnico e Galileu, junto com o progresso da inquirição científica, tenham grandemente desacreditado a astrologia como ciência legítima, ela sobreviveu até hoje. (Veja quadro, página 85.) De chefes de Estado ao homem comum, seja de nações tecnologicamente avançadas, seja de remotos vilarejos em países em desenvolvimento, esta misteriosa arte, iniciada pelos babilônios, desenvolvida pelos gregos e adicionalmente expandida pelos árabes, ainda exerce hoje uma ampla influência.

O Destino Escrito na Face e na Palma da Mão

38 Se olhar para o céu em busca de sinais e presságios sobre o futuro parecer intangível, há outros métodos mais pronta e facilmente acessíveis aos que se aventuram na arte de adivinhação. O Zohar, ou Sefer ha-zohar (em hebraico: Livro do Esplendor), um texto do século 13 sobre misticismo judaico, dizia:

“No firmamento que envolve o universo, vemos muitas configurações formadas pelas estrelas e planetas. Elas revelam coisas ocultas e profundos mistérios. Similarmente, na pele que cobre o ser humano existem formas e traços que são as estrelas do nosso corpo.”

Esta filosofia levou a outras formas de adivinhação, ou predição do futuro, ou seja, examinar a face e a palma da mão em busca de sinais proféticos. Tanto no Oriente como no Ocidente, tais práticas ainda são bem difundidas. Mas, é óbvio que têm suas raízes na astrologia e na magia.
39 Fisiognomonia é ler a sorte examinando as feições da face, como o formato dos olhos, do nariz, dos dentes e das orelhas. Em Estrasburgo, em 1531, certo João de Indagine publicou um livro sobre o assunto, em que proveu vívidas gravuras de faces com variados formatos de olhos, nariz, orelhas, e assim por diante, junto com suas interpretações. Curiosamente, ele citou as palavras de Jesus Cristo em Mateus 6:22, “se, pois, o teu olho for singelo, todo o teu corpo será luminoso”, como base para dizer que olhos grandes, luminosos e redondos significavam integridade e boa saúde, ao passo que olhos fundos e pequenos eram sinais de inveja, malícia e desconfiança. Contudo, num livro similar, Compendium of Physiognomy (Compêndio de Fisiognomonia), publicado em 1533, o escritor Bartolomeu Cocle afirmava que olhos grandes e redondos indicavam uma pessoa instável e preguiçosa.

40 Segundo os adivinhos, depois da cabeça, o que melhor do que qualquer outra parte do corpo reflete as forças do alto é a mão. Assim, ler as linhas da palma da mão para determinar o caráter e o destino da pessoa é outra forma comum de adivinhação — quiromancia, ou simplesmente leitura da mão. Quiromantes da Idade Média procuravam na Bíblia apoio para a sua arte. Apresentaram versículos tais como: “Ele sela as mãos de todo o homem, para que conheçam todos os homens a sua obra”, e: “Aumento de dias há na sua mão direita: na sua esquerda riquezas e honra.” (Jó 37:7; Provérbios 3:16, Al) As protuberâncias, ou montes, da mão foram também levadas em conta, pois pensava-se que representavam os planetas e, portanto, revelavam algo a respeito do indivíduo e seu futuro.

41 Ler a sorte analisando as feições da face e das mãos é extremamente comum no Oriente. Além dos adivinhos e consultores profissionais que oferecem seus serviços, os amadores e curiosos proliferam, pois há ampla disponibilidade de livros e publicações de todos os níveis. As pessoas não raro procuram a leitura da palma da mão como diversão, mas muitos levam tais coisas a sério. Contudo, em geral, as pessoas raramente se contentam em empregar apenas um único meio de adivinhação. Diante de problemas sérios ou decisões importantes, elas vão a seu templo, quer budista, taoísta, xintoísta, quer outro, para inquirir dos deuses, daí ao astrólogo para consultar as estrelas, ao adivinhador para ler a palma da mão e examinar a face, e, depois de tudo isso, voltam para casa e consultam seus ancestrais falecidos. Elas esperam, em alguma parte, encontrar uma resposta que as satisfaça.
Simples Diversão Inocente?

42 É natural que cada um queira saber o que o futuro reserva. O desejo de ter sucesso e evitar o que é prejudicial é também universal. É por isso que as pessoas através das eras têm recorrido a espíritos e deidades em busca de orientação. Ao assim fazerem, envolveram-se em espiritismo, magia, astrologia e outras práticas supersticiosas. As pessoas no passado usavam amuletos e talismãs para se protegerem, ou recorriam a curandeiros e xamãs em busca de cura. As pessoas hoje ainda usam medalhas de “São” Cristóvão, portam amuletos de “boa sorte”, têm suas sessões espíritas, pranchetas Ouija, bolas de cristal, horóscopos e cartas de tarô. No que tange a espiritismo e superstição, parece que a humanidade pouco mudou.

43 Muitos, naturalmente, sabem que tudo isso não passa de superstição, e que não existe fundamento para essas coisas. E talvez acrescentem que as praticam apenas por diversão. Outros até mesmo argumentam que a magia e a adivinhação são realmente benéficas, pois dão segurança psicológica a pessoas que de outra forma talvez se acovardassem diante dos obstáculos que enfrentam na vida. Mas, será tudo isso uma simples diversão inocente ou apoio psicológico? Qual realmente é a fonte das práticas espíritas e da magia que consideramos neste capítulo, bem como das muitas outras que não mencionamos?

44 Examinando os vários aspectos do espiritismo, da magia e da adivinhação, notamos que estão intimamente ligados a crenças em almas que partiram e à existência de espíritos, bons e maus. Assim, fundamentalmente, a crença em espíritos, magia e adivinhação baseia-se numa forma de politeísmo arraigada na doutrina da imortalidade da alma humana. É esta uma base sólida sobre a qual construir a sua religião? Consideraria aceitável a adoração baseada em tal fundamento?

45 Os cristãos do primeiro século viram-se confrontados com essas mesmas perguntas. Viviam rodeados pelos gregos e romanos, com seus muitos deuses e deidades, bem como seus rituais supersticiosos. Um de tais rituais consistia em oferecer alimentos a ídolos e daí participar em comer de tais alimentos. Deveria participar em tais rituais aquele que amasse o Deus verdadeiro e desejasse agradá-lo? Note como o apóstolo Paulo respondeu a esta pergunta.
46 “Ora, acerca de comer alimentos oferecidos a ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há Deus senão um só. Pois, embora haja os que se chamem ‘deuses’, quer no céu, quer na terra, assim como há muitos ‘deuses’ e muitos ‘senhores’, para nós há realmente um só Deus, o Pai, de quem procedem todas as coisas, e nós para ele.” (1 Coríntios 8:4-6) Para Paulo e os cristãos do primeiro século, a verdadeira religião não significava a adoração de muitos deuses, não o politeísmo, mas sim a devoção a apenas “um só Deus, o Pai”, cujo nome a Bíblia revela, dizendo: “Para que as pessoas saibam que tu, cujo nome é Jeová, somente tu és o Altíssimo sobre toda a terra.” — Salmo 83:18.

47 Mas, deve-se notar que, embora o apóstolo Paulo dissesse que “o ídolo nada é”, ele não disse que os “deuses” e “senhores”, aos quais as pessoas recorriam com a sua magia, adivinhação e sacrifícios, não existiam. Qual, então, é o ponto? Paulo esclareceu isso mais adiante na mesma carta, quando escreveu: “Mas digo que as coisas sacrificadas pelas nações, elas sacrificam a demônios, e não a Deus.” (1 Coríntios 10:20) Sim, através de seus deuses e senhores, as nações adoravam realmente os demônios — criaturas angélicas, ou espirituais, que rebelaram-se contra o Deus verdadeiro e uniram-se a seu líder, Satanás, o Diabo. — 2 Pedro 2:4; Judas 6; Revelação (Apocalipse) 12:7-9.

48 Não raro as pessoas compadecem-se dos chamados povos primitivos que eram escravizados por suas superstições e temores. Dizem que sentem repulsa aos sacrifícios sangrentos e rituais selvagens. E de direito. Todavia, ainda hoje se ouve falar de macumba, candomblé, vudu, cultos satânicos e até mesmo de sacrifícios humanos. Embora talvez sejam casos extremos, tais práticas não obstante demonstram que o interesse pelo ocultismo continua muito vivo. Pode começar como ‘diversão inocente’ e curiosidade, mas o resultado não raro é tragédia e morte. Quão sábio é acatar o aviso da Bíblia:


 “Mantende os vossos sentidos, sede vigilantes. Vosso adversário, o Diabo, anda em volta como leão que ruge, procurando a quem devorar.” — 1 Pedro 5:8; Isaías 8:19, 20.

49 Tendo considerado como a religião começou, a diversidade nas antigas mitologias e as várias formas de espiritismo, magia e superstições, voltaremos agora a nossa atenção para as mais formais e principais religiões do mundo — hinduísmo, budismo, taoísmo, confucionismo, xintoísmo, judaísmo, as igrejas da cristandade e o islamismo. Como começaram? O que ensinam? Que influência têm sobre seus fiéis? Estas e outras perguntas serão consideradas nos próximos capítulos.

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