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Profecias Biblicas que se cumpriram

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Profecias
Os humanos não podem predizer o futuro com algum grau de certeza. Vez após vez, seus esforços de fazer predições fracassam miseravelmente. Portanto, um livro de profecias que realmente se cumpriram tem de atrair nossa atenção. A Bíblia é tal livro.
MUITAS profecias bíblicas cumpriram-se em tantos pormenores, que os críticos afirmam que elas foram escritas depois do cumprimento. Mas, tais alegações não são verídicas. Deus, por ser todo-poderoso, é plenamente capaz de profetizar. (Isaías 41:21-26; 42:8, 9; 46:8-10) As profecias bíblicas que já se cumpriram são evidência de inspiração divina, não de autoria posterior. Examinaremos agora algumas notáveis profecias que já se cumpriram — fornecendo prova adicional de que a Bíblia é a palavra de Deus, não de mero homem.
O Exílio em Babilônia
2 Ezequias era rei em Jerusalém por uns 30 anos. Em 740 AEC, ele presenciou a destruição do seu vizinho setentrional, Israel, às mãos da Assíria. Em 732 AEC, sentiu o poder salvador de Deus, quando a tentativa assíria de conquistar Jerusalém fracassou, com resultados catastróficos para o invasor. — Isaías 37:33-38.
3 Ezequias recebeu depois uma delegação de Merodaque-Baladã, rei de Babilônia. Aparentemente, os embaixadores estavam ali para congratular Ezequias pelo seu restabelecimento duma grave doença. No entanto, era provável que Merodaque-Baladã encarasse Ezequias como possível aliado contra a potência mundial da Assíria. Ezequias não fez nada para dissipar tal idéia, quando mostrou aos babilônios visitantes toda a riqueza da sua casa e do seu domínio. Talvez ele também quisesse aliados contra um possível retorno dos assírios. — Isaías 39:1, 2.
4 Isaías era o profeta de destaque naquele tempo, e ele discerniu prontamente a imprudência de Ezequias. Sabia que a defesa mais segura de Ezequias era Jeová, não Babilônia, e disse-lhe que o ato dele, de mostrar aos babilônios a sua riqueza, levaria a uma tragédia. “Vêm dias”, disse Isaías, “e tudo o que há na tua própria casa e o que os teus antepassados armazenaram até o dia de hoje será realmente levado a Babilônia”. Jeová decretou: “Não sobrará nada.” — Isaías 39:5, 6.
5 Lá no oitavo século AEC, o cumprimento desta profecia talvez parecesse improvável. Cem anos mais tarde, porém, a situação mudou. Babilônia substituiu a Assíria como potência mundial dominante, ao passo que Judá ficou tão degradado, em sentido religioso, que Deus retirou sua bênção. Então, outro profeta, Jeremias, foi inspirado para repetir o aviso de Isaías. Jeremias proclamou: “Vou [trazer os babilônios] contra esta terra e contra os seus habitantes . . . E toda esta terra terá de tornar-se um lugar devastado, um assombro, e estas nações terão de servir ao rei de Babilônia por setenta anos.” — Jeremias 25:9, 11.
6 Cerca de quatro anos depois de Jeremias ter feito esta profecia, os babilônios tornaram Judá parte do seu império. Três anos mais tarde, levaram a Babilônia alguns judeus cativos, junto com parte da riqueza do templo em Jerusalém. Oito anos depois, Judá revoltou-se e foi novamente invadida pelo rei babilônio, Nabucodonosor. Esta vez, a cidade e seu templo foram destruídos. Toda a sua riqueza, e os próprios judeus, foram levados à distante Babilônia, assim como fora predito por Isaías e Jeremias. — 2 Crônicas 36:6, 7, 12, 13, 17-21.
7 A Enciclopédia Arqueológica da Terra Santa menciona que, quando terminou o ataque babilônico, “a destruição da cidade [de Jerusalém] era total”.1 O arqueólogo W. F. Albright declara: “A escavação e a exploração de superfície, em Judá, provaram que as cidades de Judá não só foram completamente destruídas pelos caldeus nas suas duas invasões, mas tampouco foram reocupadas durante gerações — em muitos casos, nunca mais na história.”2 A arqueologia confirma assim o espantoso cumprimento desta profecia.
A Sorte de Tiro
8 Ezequiel foi outro escritor antigo que registrou profecias divinamente inspiradas. Ele profetizou desde o fim do sétimo e até o começo do sexto século AEC — quer dizer, nos anos que levaram à destruição de Jerusalém, e, depois, nas primeiras décadas do exílio dos judeus em Babilônia. Até mesmo alguns críticos modernos concordam que o livro foi escrito aproximadamente naquela época.
9 Ezequiel registrou uma notável profecia sobre a destruição do vizinho setentrional de Israel, Tiro, que passara duma atitude de amizade para com o povo de Deus para a de inimizade. (1 Reis 5:1-9; Salmo 83:2-8) Ele escreveu: “Assim disse o Soberano Senhor Jeová: ‘Eis que sou contra ti, ó Tiro, e vou fazer subir contra ti muitas nações, assim como o mar faz subir as suas ondas. E elas certamente arruinarão as muralhas de Tiro e derrubarão as suas torres, e vou raspar dela o seu pó e fazer dela a lustrosa superfície escalvada dum rochedo. . . . E as tuas pedras, e o teu madeiramento, e o teu pó colocarão no próprio meio da água.’” — Ezequiel 26:3, 4, 12.
10 Aconteceu assim realmente? Ora, uns poucos anos depois de Ezequiel ter proferido esta profecia, o rei de Babilônia, Nabucodonosor, pôs cerco a Tiro. (Ezequiel 29:17, 18) Todavia, não foi um cerco fácil. Tiro estava parcialmente situada no continente (a parte chamada de Antiga Tiro). Mas parte da cidade encontrava-se numa ilha a uns 800 m da costa. Nabucodonosor sitiou a ilha durante 13 anos, antes de ela finalmente se sujeitar a ele.
11 No entanto, foi em 332 AEC que a profecia de Ezequiel finalmente se cumpriu em todos os seus pormenores. Naquele tempo, Alexandre Magno, conquistador procedente da Macedônia, invadia a Ásia. Tiro, segura na sua ilha, resistiu a ele. Alexandre não quis deixar um inimigo em potencial na sua retaguarda, mas tampouco quis passar anos sitiando Tiro, assim como Nabucodonosor fizera.
12 Como solucionou este problema militar? Fez um aterro, um molhe, até a ilha, para que seus soldados pudessem marchar por ele e atacar a cidade-ilha. Note, porém, o que ele usou para construir o molhe. The Encyclopedia Americana (A Enciclopédia Americana) relata: “Com os detritos da parte continental da cidade, que ele havia demolido, ele construiu um enorme molhe em 332, para ligar a ilha ao continente.” Depois de um cerco relativamente breve, a cidade-ilha foi destruída. Ademais, a profecia de Ezequiel cumpriu-se em todos os seus pormenores. Até mesmo ‘as pedras, o madeiramento e o pó’ da Antiga Tiro foram ‘colocados no próprio meio da água’.
13 Um viajante no século 19 comentou o que sobrara da antiga Tiro nos dias dele, dizendo: “Da Tiro original, conhecida de Salomão e dos profetas de Israel, não resta mais vestígio, exceto nos seus sepulcros escavados em rocha nas encostas dos morros, e em muros de alicerce . . . Nem mesmo a ilha, que Alexandre, o Grande, ao sitiar a cidade, converteu num cabo por encher de terra a água entre ela e o continente, contém relíquias discerníveis dum período anterior ao das Cruzadas. A cidade moderna, toda ela comparativamente nova, ocupa a metade setentrional do que antes era a ilha, ao passo que quase todo o restante da superfície está coberto de ruínas indistinguíveis.”3
A Vez de Babilônia
14 Lá no oitavo século AEC, Isaías, o profeta, que avisou os judeus sobre a sua vindoura subjugação por Babilônia, também predisse algo espantoso: o total aniquilamento da própria Babilônia. Predisse isso em pormenores vívidos: “Eis que desperto contra eles os medos . . . E Babilônia, ornato dos reinos, beleza do orgulho dos caldeus, terá de tornar-se como quando Deus derrubou Sodoma e Gomorra. Nunca mais será habitada, nem residirá ela por geração após geração.” — Isaías 13:17-20.
15 Também o profeta Jeremias predisse a queda de Babilônia, que ocorreria muitos anos mais tarde. E ele incluiu um detalhe interessante: “Há uma devastação sobre as suas águas e elas terão de secar-se. . . . Os poderosos de Babilônia deixaram de lutar. Ficaram sentados nas praças fortes. Sua potência secou-se.” — Jeremias 50:38; 51:30.
16 Em 539 AEC, chegou ao fim o período do domínio de Babilônia como potência mundial proeminente, quando o vigoroso governante persa, Ciro, acompanhado pelo exército da Média, marchou contra a cidade. No entanto, Ciro viu-se confrontado com um enorme problema. Babilônia era cercada por gigantescas muralhas e parecia inexpugnável. O grande rio Eufrates também atravessava a cidade e contribuía muito para as defesas dela.
17 O historiador grego Heródoto descreve como Ciro solucionou o problema: “Colocou o exército, parte no ponto onde o Eufrates penetra na Babilônia, parte no local onde o rio deixa o país, com ordem de invadir a cidade pelo leito do mesmo, logo que se tornasse vadeável . . . Desviou as águas do rio para o lago [artificial escavado por um anterior governante de Babilônia] pelo canal de comunicação. As águas se escoaram, e o leito do rio facilitou a passagem. Sem perda de tempo, os persas postados nas margens entraram na cidade, com as águas do rio dando apenas pelas coxas.”4
18 Foi assim que a cidade caiu, conforme Jeremias e Isaías haviam avisado. Mas, queira notar o cumprimento pormenorizado da profecia. Havia literalmente ‘uma devastação sobre as suas águas, e elas se secaram’. Foi por baixar as águas do Eufrates que Ciro conseguiu entrar na cidade. ‘Deixaram de lutar os poderosos de Babilônia’, conforme Jeremias avisara? A Bíblia — bem como os historiadores gregos Heródoto e Xenofonte — registra que os babilônios na realidade estavam em festa quando se deu o ataque persa.5 A Crônica de Nabonido, uma inscrição cuneiforme oficial, diz que as tropas de Ciro entraram em Babilônia “sem batalha”, o que provavelmente significa sem uma grande e acirrada batalha.6 Evidentemente, os poderosos de Babilônia não fizeram muita coisa para protegê-la.
19 Que dizer da previsão de que Babilônia “nunca mais será habitada”? Isto não se cumpriu logo em 539 AEC. Mas a profecia cumpriu-se infalivelmente. Após a sua queda, Babilônia foi o centro de várias rebeliões, até 478 AEC, quando foi destruída por Xerxes. No fim do quarto século, Alexandre Magno planejou restaurá-la, mas faleceu antes de a obra ter feito muito progresso. Daí em diante, a cidade simplesmente entrou em declínio. No primeiro século da nossa Era Comum ainda havia gente morando ali, mas hoje, tudo o que resta da antiga Babilônia é um montão de ruínas no Iraque. Mesmo que suas ruínas fossem parcialmente restauradas, Babilônia seria apenas uma atração turística, não uma cidade viva e vibrante. Seu sítio desolado dá testemunho do derradeiro cumprimento das profecias inspiradas feitas contra ela.
A Marcha de Potências Mundiais
20 No sexto século AEC, durante o exílio judaico em Babilônia, outro profeta, Daniel, foi inspirado para registrar algumas notáveis visões que prediziam o rumo futuro de eventos mundiais. Numa delas, Daniel descreve diversos animais simbólicos, que suplantam um ao outro no cenário mundial. Um anjo explica-lhe que esses animais prefiguram a marcha de potências mundiais daquele tempo em diante. Falando sobre os últimos dois animais, ele diz: “O carneiro que viste, tendo dois chifres, representa os reis da Média e da Pérsia. E o bode peludo representa o rei da Grécia; e quanto ao chifre grande que havia entre os seus olhos, este representa o primeiro rei. E que este foi quebrado, de modo que por fim se ergueram quatro em seu lugar, haverá quatro reinos que se erguerão de sua nação, mas não com o seu poder.” — Daniel 8:20-22.
21 Esta previsão profética cumpriu-se com precisão. O Império Babilônico foi derrubado pela Medo-Pérsia, a qual, 200 anos depois, cedeu diante da potência mundial grega. O Império Grego foi encabeçado por Alexandre Magno, o “chifre grande”. Todavia, após a morte de Alexandre, seus generais lutaram entre si pelo poder, e, por fim, o vasto império foi dividido em quatro impérios menores, “quatro reinos”.
22 No capítulo 7 de Daniel, uma visão um tanto similar também previa o futuro longínquo. A potência mundial babilônica foi retratada por um leão, a persa, por um urso, e a grega, por um leopardo com quatro asas nas costas e quatro cabeças. Daniel viu então outra fera, “atemorizante e terrível, e extraordinariamente forte . . ., e tinha dez chifres”. (Daniel 7:2-7) Esta quarta fera prefigurava o poderoso Império Romano, que começou a desenvolver-se cerca de três séculos depois de Daniel registrar esta profecia.
23 O anjo profetizou a respeito de Roma: “Quanto ao quarto animal, virá a haver na terra um quarto reino que será diferente de todos os outros reinos; e devorará toda a terra e a pisoteará e esmiuçará.” (Daniel 7:23) H. G. Wells, no seu livro História Mundial de Bolso, diz: “Esta nova potência romana, que surgiu para dominar o mundo ocidental no segundo e no primeiro séculos a.C., era em vários sentidos diferente de qualquer dos grandes impérios que até então haviam prevalecido no mundo civilizado.”7 Começou como república e prosseguiu como monarquia. Dessemelhante dos impérios precedentes, não era a criação de um único imperador, mas desenvolveu-se implacavelmente no decorrer dos séculos. Durou muito, muito mais tempo, e controlou muito mais território do que qualquer império anterior.
24 Que dizer, porém, dos dez chifres deste gigantesco animal? O anjo disse: “E quanto aos dez chifres, daquele reino levantar-se-ão dez reis; e depois deles levantar-se-á ainda outro, e ele mesmo será diferente dos primeiros, e três reis serão humilhados.” (Daniel 7:24) Como se deu isso?
25 Pois bem, quando o Império Romano começou a deteriorar, no quinto século EC, não foi imediatamente substituído por outra potência mundial. Antes, desintegrou-se em diversos reinos, “dez reis”. Por fim, o Império Britânico derrotou os três impérios rivais, a Espanha, a França e os Países-Baixos, tornando-se a principal potência mundial. Foi assim que o recém-chegado ‘chifre’ humilhou “três reis”.
Profecias de Daniel — Posteriores às Ocorrências?
26 A Bíblia indica que o livro de Daniel foi escrito durante o sexto século AEC. Todavia, os cumprimentos das suas profecias são tão exatos, que os críticos afirmam que deve ter sido escrito por volta de 165 AEC, quando algumas das profecias já se tinham cumprido.8 Apesar de o único motivo real desta afirmação ser que as profecias de Daniel se cumpriram, esta data posterior indicada para a escrita de Daniel é em muitas obras de referência apresentada como fato confirmado.
27 Contrariando esta teoria, porém, temos de levar em conta os seguintes fatos. Primeiro, alude-se ao livro em obras judaicas produzidas durante o segundo século AEC, tais como o primeiro livro de Macabeus. Fora também incluído na versão Septuaginta grega, cuja tradução começou no terceiro século AEC.9 Terceiro, fragmentos de cópias de Daniel estavam entre as mais freqüentemente encontradas obras nos Rolos do Mar Morto — e acredita-se que estes fragmentos datem de cerca de 100 AEC.10 É evidente que, logo depois que o livro de Daniel foi supostamente escrito, ele já era amplamente conhecido e respeitado: forte evidência de que foi produzido muito antes do tempo indicado pelos críticos.
28 Outrossim, o livro de Daniel contém pormenores históricos que um escritor do segundo século não teria conhecido. Notável é o caso de Belsazar, governante de Babilônia, que foi morto quando Babilônia caiu em 539 AEC. As principais fontes não-bíblicas que nos dão conhecimento da queda de Babilônia são Heródoto (quinto século), Xenofonte (quinto e quarto séculos) e Beroso (terceiro século). Nenhum deles sabia algo sobre Belsazar.11 Quão improvável é que um escritor do segundo século tivesse informações que não estavam disponíveis a esses autores anteriores! O registro a respeito de Belsazar, em Daniel, capítulo 5, é um forte argumento de que Daniel escreveu seu livro antes de esses outros escritores escreverem os seus.
29 Finalmente, há no livro de Daniel diversas profecias que se cumpriram muito depois de 165 AEC. Uma delas é a profecia a respeito do Império Romano, já mencionada. Outra é a notável profecia que predisse a chegada de Jesus, o Messias.
A Vinda do Ungido
30 Esta profecia está registrada em Daniel, capítulo 9, e reza: “Setenta semanas [de anos, ou quatrocentos e noventa anos] foram decretadas sobre o teu povo e sobre a tua cidade santa.” (Daniel 9:24, The Amplified Bible [A Bíblia Amplificada]) O que iria acontecer durante esses 490 anos? Lemos: “Desde a saída do mandamento de restaurar e construir Jerusalém até [a vinda de] o ungido, um príncipe, haverá sete semanas [de anos], e sessenta e duas semanas [de anos].” (Daniel 9:25, AB) De modo que se trata duma profecia sobre o tempo da vinda do “ungido”, o Messias. Como se cumpriu?
31 A ordem de restaurar e construir Jerusalém ‘saiu’ “no vigésimo ano de Artaxerxes, o rei” da Pérsia, isto é, em 455 AEC. (Neemias 2:1-9) Ao fim de 49 anos (7 semanas de anos), grande parte da glória de Jerusalém havia sido restabelecida. E contando então os 483 anos inteiros (7 mais 62 semanas de anos) a partir de 455 AEC, chegamos a 29 EC. Este, de fato, era o “décimo quinto ano do reinado de Tibério César”, ano em que Jesus foi batizado por João, o Batizador. (Lucas 3:1) Naquela ocasião, Jesus foi publicamente identificado como Filho de Deus e iniciou seu ministério da pregação das boas novas à nação judaica. (Mateus 3:13-17; 4:23) Ele se tornou o “ungido”, ou Messias.
32 A profecia acrescenta: “E depois das sessenta e duas semanas [de anos] o ungido será decepado.” Diz também: “E ele entrará num forte e firme pacto com os muitos por uma semana [sete anos]; e no meio da semana ele fará cessar o sacrifício e a oferenda.” (Daniel 9:26, 27, AB) Em harmonia com isso, Jesus foi exclusivamente aos “muitos”, os judeus carnais. Ocasionalmente, ele pregava também aos samaritanos, os quais criam em parte das Escrituras, mas haviam constituído uma seita separada do judaísmo principal. Daí, “no meio da semana”, depois de três anos e meio de pregação, ele entregou sua vida em sacrifício e foi assim “decepado”. Isto significou o fim da Lei mosaica, com seus sacrifícios e oferendas. (Gálatas 3:13, 24, 25) Portanto, com a sua morte, Jesus fez “cessar o sacrifício e a oferenda”.
33 Todavia, por mais três anos e meio, a recém-nascida congregação cristã testemunhou exclusivamente a judeus, e, posteriormente, aos samaritanos aparentados. Em 36 EC, porém, ao fim das 70 semanas de anos, o apóstolo Pedro foi dirigido a pregar a um gentio, Cornélio. (Atos 10:1-48) O “pacto com os muitos” não mais se limitava então aos judeus. Pregava-se a salvação também aos gentios incircuncisos.
34 Visto que a nação judaica rejeitou a Jesus e conspirou para fazer com que ele fosse executado, Jeová não a protegeu quando os romanos vieram e destruíram Jerusalém, em 70 EC. Assim se cumpriram as palavras adicionais de Daniel: “E o povo do outro príncipe que virá destruirá a cidade e o santuário. Seu fim virá com uma inundação, e mesmo até o fim haverá guerra.” (Daniel 9:26b, AB) Este segundo “príncipe” foi Tito, o general romano que destruiu Jerusalém em 70 EC.
Profecias Inspiradas
35 Foi assim que a profecia de Daniel, sobre as 70 semanas de anos, se cumpriu com notável exatidão. De fato, muitas das profecias registradas nas Escrituras Hebraicas cumpriram-se durante o primeiro século, e várias delas se referiam a Jesus. O lugar de nascimento de Jesus, seu zelo pela casa de Deus, sua atividade de pregação, ser ele traído por 30 moedas de prata, a maneira da sua morte, o fato de que se lançaram sortes sobre as suas vestes — todos estes pormenores foram profetizados nas Escrituras Hebraicas. Seu cumprimento provou além de qualquer dúvida de que Jesus era o Messias, e demonstrou de novo que as profecias eram inspiradas. — Miquéias 5:2; Lucas 2:1-7; Zacarias 11:12; 12:10; Mateus 26:15; 27:35; Salmo 22:18; 34:20; João 19:33-37.
36 De fato, todas as profecias bíblicas que já deviam cumprir-se foram cumpridas. Tudo aconteceu exatamente assim como a Bíblia disse. Esta é uma forte evidência de que a Bíblia é a Palavra de Deus. Deve ter havido mais do que apenas sabedoria humana por detrás dessas expressões proféticas, para elas serem tão exatas.
37 Mas há outras predições na Bíblia que não se cumpriram naqueles tempos. Por que não? Por que deviam cumprir-se em nossos dias, e até mesmo no nosso futuro. A fidedignidade dessas antigas profecias nos dá confiança de que estas outras predições se cumprirão sem falta. E isso de fato acontece.
Fonte: Arquivos de Estudo
Arranjo: JTC 
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